Logística Inteligente

30/10/2009 at 6:00 am Deixe um comentário

O site About.com publicou um ótimo artigo sobre Logística Inteligente, dando uma introdução ao tema. A seguir está um resumo do artigo (misturado com minhas ideias) para quem tem dificuldade com o inglês ou não quer ler o texto completo…

Pode-se considerar como logística inteligente aquela que tem as seguintes características: é movida por uma visão do futuro, se adapta bem às mudanças no ambiente, responde rapidamente às necessidades do cliente, e é sensível às pressões de custos do mercado.

Os 4 pilares da Logística Inteligente

1. Inteligência no Planejamento e Execução

A estratégia da operação logística de uma empresa deve estar totalmente associada à estratégia corporativa da organização. Os objetivos e indicadores logísticos devem ser desdobrados a partir dos objetivos que foram definidos nos aspectos financeiros e de cliente da empresa. Além disso, deve-se traçar um plano de treinamento e desenvolvimento que seja coerente com os objetivos definidos para os processos logísticos. Para quem está associando isto com o Balanced Scorecard… é isso mesmo que quero transmitir. A visão e definição da atuação logística deve abordar os níveis de planejamento estratégico, tático e operacional.

O planejamento estratégico envolve o desenho da rede logística em termos de fábricas, armazéns, centros de distribuição, planejamento de capacidade (em função da demanda do cliente), e localização de parceiros e fornecedores. Este planejamento normalmente pode ser feito para uma visão de 6 meses a 5 anos. No entanto, na prática é importante realizar uma revisão constante da estratégia em função das mudanças no ambiente.

O planejamento tático define como usar os recursos disponíveis para otimizar o atendimento ao cliente com o menor custo possível. Deve também prever mudanças no cenário (demanda, fornecimento ou capacidade da rede) para responder melhor a elas.

O planejamento operacional gera planos realistas de inventário e movimentação de materiais, em função das restrições do sistema. Também define soluções para variações que afetem as operações do dia-a-dia (quebra de equipamentos, discrepância de inventário, pedidos cancelados, etc.).

2. Visibilidade

A visibilidade envolve conhecer a demanda do cliente, a rastreabilidade do inventário e do material em movimento a qualquer momento, e sistemas de alerta para quando algo se desvia do planejado. Isto permite um balanceamento adequado entre oferta e demanda, reduzindo custos e melhorando a qualidade do serviço.

As ferramentas-chave para a visibilidade são:

- rastreabilidade dentro da organização com sistemas de monitoramento de eventos

- rastreabilidade nos parceiros da cadeia de suprimento recebendo mensagens por EDI, XML ou WEB

- centros de integração que melhorem a visibilidade entre sistemas heterogêneos em múltiplas organizações

- deteção de exceções e alertas que indiquem quando a situação do sistema se desvie dos indicadores e fluxogramas definidos

3. Colaboração

A colaboração está fortemente entrelaçada com a visibilidade, e se refere à integração de recursos, informações e sistemas através da cadeia de suprimento. Podemos definir os seguintes níveis de colaboração:

- no primeiro nível, se realiza uma automação de transações através de comunicação eletrônica automática, reduzindo tempos, custos e erros humanos.

- no segundo nível, os dados de demanda, inventário e cronogramas são compartilhados, permitindo que os parceiros da cadeia de suprimento façam um planejamento melhor de suas atividades e processos.

- a colaboração real ocorre quando os parceiros realizam uma reengenharia dos processos e integração de sistemas que gera uma rede de colaboração rápida que responde de forma ágil às mudanças no ambiente.

4. Dados Analíticos

Medições e indicadores são críticos para a logística inteligente. Eles permitem um monitoramento em tempo real (ou quase-real) através de painéis, relatórios, score cards, ou consultas que levam a decisões melhores, orientação a objetivos, inteligência nas cadeias de suprimento e a um desempenho superior da rede.

A metodologia 6-sigma também pode ser usada na melhoria da qualidade dos processos logísticos.

Fonte: Autor, Luiz Paiva

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