Archive for janeiro, 2010

Sempre é possível enxugar

Quando participo de reuniões para discutir a respeito de novos desafios em outras empresas ou colocações, sempre me perguntam “como você age para vencer uma barreira ou um obstáculo na implantação de um projeto? Como você convence os envolvidos a comprarem a idéia?”.

Depende do público que você está lidando. Diretores e Acionistas querem ver resultados expressos em números de aumento de receitas e ou lucros, ou seja, “quanto a mais eu irei ganhar?”. Gerentes desejam ver resultados (afinal, esta é a principal função dos gerentes, garantir o resultado), ou seja “quanto a mais eu irei produzir com os recursos que eu tenho?”. Já os Gestores, os responsáveis em criar diretrizes e executarem estas diretrizes, perguntam “A máquina irá parar menos? O refugo vai cair?”. Por fim, os operadores questionam “essa idéia vai facilitar a minha vida?”.

Todo projeto tem que responder a estas questões. Não basta somente envolver cada um deles no projeto. O que eles querem é ganhar mais através de uma produção maior com maior qualidade e os mesmos recursos (ou menos recursos) e ter a vida facilitada para que possam dar o máximo de suas contribuições. Ora, estamos falando de “melhorar a produtividade”.

O projeto de produção enxuta engloba todo este universo; faz com que possamos dar maiores ganhos aos acionistas, fornece os resultados esperados pela gerência (superando-os após a consolidação do projeto), faz com que os problemas sejam menores no processo para os gestores e facilita a vida dos operadores, que são os pilares deste processo.

O estudo de viabilidade que estou desenvolvendo para a empresa de embalagens prevê exatamente isto. Uma vez que o Mapeamento do Fluxo de Valor do Estado Atual foi finalizado, o resultado é surpreendente e, em certos momentos, o profissional se questiona como tal emaranhado de informações, de estoques, de paradas de máquina, de alterações de programações, de instabilidade de um processo não padronizado, consegue atender a demanda mensal.

São informações verbais, informações que circulam pela linha de produção, contagem manual de peças em processo, documentos em um único local da linha de mais de 40 metros, ferramentas que não são separadas com antecedência, materiais que também não são separados antecipadamente.

E o mais impressionante: tudo isto funciona!

Funciona, mas pode ser melhor!

A partir do momento que começamos a traçar o Mapa do Fluxo de Valor do Estado Futuro, começamos a perceber o universo de ganhos que um processo consolidado e realizado da mesma forma há muitos anos pode ser melhorado. Aplicações de atividades Lean como SMED, kanban, produção puxada, andon, controladores de produção via CLP, QSB, Auditoria Escalonada, PDCA, OEE, são algumas das atividades totalmente aplicáveis neste processo. Obviamente muitos dizem “isto funciona apenas na Toyota” ou “você pensa que está na Toyota?” Ora, a produção enxuta funciona em qualquer lugar! PRaticamos o Lean Thinking até mesmo em nosso dia a dia, como por exemplo em nossos lares (kanban, 5S, JIT, apenas para dizer algumas das atividades que fazemos no nosso dia a dia).

Por se tratar de um processo que não sofreu atualizações desde sua origem, as margens de ganho são expressivas para este tipo de segmento fabril: vislumbra-se reduções de setup em 60%, reduções de peças em estoques intermediários em 94%, reduções de lead time em 50%, reduções de tempo de operação em 25% e reduções de pessoal em 22%. E são todos números iniciais. Existem muitas possibilidades de ganho que serão avaliadas, pois os números acima não contam com as melhorias através dos indicadores de OEE, ou seja, melhorarmos a performance dos equipamentos, aumentar a sua disponibilidade (menor tempo de máquina parada) e, por fim, aumentar a qualidade através de treinamentos, poka yoke, auditorias escalonadas e QSB.

Obviamente que os primeiros a comprarem a idéia foram os operadores da base, que desejam ter sua vida facilitada. Em seguida, os gestores e supervisores não apenas compraram a idéia, mas também desejam saber como podem ajudar e quando começaremos a treinar e implantar atividades que forneçam os resultados esperados.

Esta é a motivação de que um profissional focado em realização profissional e pessoal deseja. E é desta forma que respondo a pergunta que os entrevistadores costumam fazer.

Pascal Dennis escreveu em seu livro PRODUÇÃO LEAN SIMPLIFICADA que poucos sabem apreciar o espírito que anima o Sistema Toyota; “mente aberta, trabalho de equipe, desafio. O chão de fábrica enxuto é um lugar assustador e estimulante”.

Por Sandro Cantidio

19/01/2010 at 8:30 am Deixe um comentário

10 FEV 2010 – CURSO em SÃO CAETANO DO SUL

VISÃO ESTRATÉGICA DA LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE

Objetivo: Este curso tem por objetivo propiciar aos participantes uma visão estratégica da gestão dos transportes, com os conceitos mais importantes e a inserção do transporte dentro do contexto logístico

Público Alvo: Gestores diretos e indiretos das atividades relacionadas ao controle operacional e gerencial da movimentação de materiais dentro da cadeia de abastecimento, supervisores e analistas de logísticas. Profissionais de outros setores interessados em conhecer os princípios da integração logística.

Conteúdo Programático:

  • O transporte dentro do sistema logístico;
  • A situação do transporte no Brasil;
  • Sistema de distribuição/Transporte e suas características;
  • Componentes de um sistema de distribuição;
  • Canais de distribuição;
  • Um para um, um para muitos;
  • Custos da distribuição;
  • Soluções em distribuição;
  • Seleção e contratação de prestadores de serviços de transporte;
  • Calculo de frete;
  • Terceirização x nível de serviço x parceria;
  • A TI no transporte; e
  • Roteirizadores.

Localização: Edif.  Monumental – Rua Amazonas, 439 – Centro – São Caetano do Sul

Investimento: Consulte-nos. No valor da inscrição esta incluso almoço/ coffe-break/ apostila/ material de apoio/ certificado

Fácil Acesso:


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15/01/2010 at 7:56 pm Deixe um comentário

Agenda de Cursos 2010

JOVE Logística apresenta a Agenda de Cursos e Eventos para 2010:

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO – SÃO PAULO/SP – 2010

28.JAN QUI VISIBILIDADE LOGÍSTICA
25.FEV QUI SERVIÇOS DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGA e CT-e ELETRÔNICO -  (ICMS e ISS)
17.MAR QUA PROGRAMA 5S – HOUSEKEEPING e FERRAMENTAS DA QUALIDADE
13.ABR TER CUSTOS LOGÍSTICOS
20.MAI QUI GESTÃO ESTRATÉGICA DE ARMAZENAGEM DENTRO DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN
15.JUN TER INVENTÁRIO DE CLASSE MUNDIAL: COMO OTIMIZAR CUSTOS E MELHORAR O NÍVEL DE SERVIÇO

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PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO – SÃO CAETANO DO SUL/ SP – 2010

14.AGO SÁB. PROGRAMA 5S – HOUSEKEEPING e FERRAMENTAS DA QUALIDADE
28.AGO SÁB. GESTÃO DE PESSOAS
04.SET SÁB. AS TÉCNICAS E ATIVIDADES DO SISTEMA DE GESTÃO LEAN
18.SET SÁB. LIDERANÇA SERVIDORA: HABILIDADES DO LÍDER MODERNO E EFICAZ
02.OUT SÁB. GESTÃO DE MATERIAIS
23.OUT SÁB. CONCEITOS E TENDÊNCIAS NO SUPPLY CHAIN
13.NOV SÁB. VISIBILIDADE LOGÍSTICA
27.NOV SÁB. VISÃO ESTRATÉGICA DA LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE

Informações detalhadas sobre preços e inscrições podem ser obtidas pelo email cursos@jovelogistica.com.br
Colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos nos telefones: (11) 4228-1929 ou (11) 4228-1570.

A realização dos treinamentos estão sujeitas a um quorum mínimo de 10 participantes.

Jove Logística
11 4228-1929

06/01/2010 at 6:26 pm 1 comentário

“Logisticando no varejo”

Quanto custa deixar um caminhão com o motorista e colaboradores parados horas a fio? É realmente necessário receber todos os produtos naquele período? Ou será falta de organização, planejamento e treinamento mesmo?

Finalmente o comércio varejista começa a descobrir que o seu principal foco é o cliente! E quando falamos em clientes, obviamente estamos nos lembrando dos cinco tipos dos mesmos:

  • Externos – que compram nossos produtos ou serviços
  • Internos – que colaboram para o engrandecimento da nossa empresa
  • Acionistas – que precisam ter um bom retorno em seu investimento
  • Fornecedores – que mais do que nunca fazem parte do contexto
  • Sociedade – que deve ser motivada com atividades sociais

Muito já se falou (e ainda se fala…) sobre o envolvimento dos clientes internos através de programas de qualidade total.

Sobre os clientes externos diariamente somos bombardeados com técnicas de satisfação: “O cliente é o nosso rei! Nosso negócio é carregar o cliente no colo!”

Sobre os acionistas basta lermos os jornais para vermos uma verdadeira revolução empresarial em termos de troca – troca de mãos. Nem sempre é o maior comprando o menor, mas é o mais ágil que engole o mais lerdo!

Sobre a sociedade vemos cada vez mais as empresas criando ou participando de programas sociais tais como: creches, hospitais, escolas, clubes de futebol,…

E finalmente, fornecedores; cada vez mais se investe em sistemas eletrônicos de transmissão de dados, vulgo EDI. Cada vez mais os fornecedores são responsáveis pela colocação ou reposição das mercadorias nas prateleiras. Cada vez mais se negocia cada centavo em contratos de longo prazo! Mas esquecem-se todos de examinar cada componente da planilha de custos para se ver onde está o “pulo do gato”!

Não precisamos ir muito longe para “matar a cobra e mostrar o pau”. Basta verificarmos, por exemplo, o que ocorre diariamente com qualquer loja de supermercado: a enorme concentração de caminhões de entrega no período da manhã! Quanto custa deixar um caminhão com o motorista e colaboradores parados horas a fio? É realmente necessário receber todos os produtos naquele período? Ou será falta de organização, planejamento e treinamento mesmo?

Algumas respostas parecem um pouco óbvias: produtos perecíveis tais como hortifrutis, laticínios,… deveriam ser os primeiros a entrar na loja! Os demais produtos poderiam perfeitamente serem recebidos ao longo do período de trabalho, sem atropelos. Será tão difícil fazer essa distribuição? Ou será falta de visão?

Segundo um grande empresário do setor “os custos de logística podem chegar a 2% quando uma loja, apesar de já ter autorizado a compra, ‘burrocratiza’ o recebimento da mercadoria. Com o caminhão parado, a indústria contabiliza custos que de uma forma ou de outra, acabam sendo repassados para o preço dos produtos”.

Um outro aspecto interessante é quanto à embalagem: reparem no exagerado tempo de descarga de um caminhão. Acrescente-se a esse tempo àquele necessário para manuseio e  colocação do produto no local de venda. As embalagens não são unitizadas e muito menos adequadas aos locais da venda.

Hoje em dia, com contratos de longo prazo com fornecedores parceiros, as embalagens poderiam ser do tipo “vaivém” em contentores próprios para transporte e consumo como os já utilizados entre as indústrias em processos JIT/Kanban. O ganho de tempo, a redução com a mão de obra e com embalagens, seriam fantásticos!

Que tal esses pequenos investimentos em logística integrada?

Por Milton Bulach, treinador e gestor de processos logísticos integrados.

05/01/2010 at 8:00 am Deixe um comentário


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