Archive for junho, 2010
Logística Internacional – a nova fronteira das empresas
As operações logísticas são caracterizadas por sua extrema complexidade e pela necessidade de adaptações constantes às mudanças ambientais ocasionadas por diversos fatores externos ao controle das organizações.
Se tal assertiva já seria suficiente para preocupar empresas com cadeias de abastecimento dependentes de atividades logísticas dentro de seu país, com o consolidado processo de globalização e o aumento significativo das relações internacionais, esta premissa torna-se válida também na operação de sistemas logísticos no âmbito dos mercados externos. Dessa forma, a logística traduz-se no novo grande desafio das empresas globais, como peça chave na sua engrenagem produtiva e comercial.
Apesar das atividades logísticas serem similares em todo o planeta, o fator “local” pode influenciar fortemente o desempenho operacional das empresas, pois alguns elementos especiais precisam ser considerados em situações que envolvam duas ou mais nações:
Primeiro, a maior burocracia presente em processos de importação e exportação pode se transformar na necessidade de lead-times mais longos, o que compromete não só o desempenho, mas também pode afetar prejudicialmente acordos comerciais em cadeias de abastecimento construídas com foco na agilidade da operação logística.
Segundo, as distâncias mais longas percorridas pelas mercadorias aumentam as possibilidades de danos ao produto, afinal, o tempo em trânsito é um momento crítico da logística. Nessa etapa os bens estão mais suscetíveis a avarias ou manuseios indevidos, e quanto mais tempo durar o momento entre a partida do produto e a sua chegada ao destino, maior o risco envolvido.
Terceiro, questões sócio-culturais modificam o comportamento das pessoas, dificultando o controle do processo logístico e aumentando a ocorrência de imprevistos ocasionados pelas diferentes formas de comprometimento com a cadeia de abastecimento dos envolvidos.
E finalmente, a infra-estrutura de cada nação afeta substancialmente a capacidade de obter-se o desempenho esperado, visto que deficiências estruturais podem resultar em atrasos ou até mesmo em impedimento para o cumprimento de prazos de entrega ou de outras condições baseadas em funções da logística. Um exemplo poderia ser a inexistência de condições para utilização dos modais de transporte adequados a um determinado produto, obrigando a empresa a adotar alternativas mais onerosas para cumprir seus compromissos, o que acarretaria na elevação dos custos logísticos totais.
Devemos lembrar ainda que há muito tempo a logística não constitui-se apenas em uma atividade movimentação de cargas, sendo que fatores de desempenho (como custos e prazos) e de obtenção de vantagem competitiva se tornaram determinantes para a evolução dos processos envolvidos, e diante da maior complexidade das cadeias logísticas internacionais, são justamente estes fatores os mais propícios a não obter o êxito esperado.
Por outro lado, construir cadeias de abastecimento internacionais pode ser o grande diferencial de uma organização, motivo pelo qual ela não pode abrir mão de considerar esta estratégia em seu planejamento.
Neste contexto, é indispensável para as empresas entenderem as implicações da internacionalização em sua cadeia logística, e trabalhar fortemente para minimizar os pontos negativos citados aqui, ao mesmo tempo em que devem buscar beneficiar-se das numerosas vantagens que podem ser conseguidas nos mercados externos.
Por Douglas Heinz
O Plano Nacional de Logística
Uma das áreas mais negligenciadas das políticas públicas têm sido a de logística e transportes. Para muitos setores, a logística pode significar a diferença entre o sucesso ou a morte. Hoje em dia, segundo estudos da Coppe, a logística custa 12,5% do PIB no Brasil; apenas 8% nos Estados Unidos.
Por aqui, só nos dois últimos anos houve uma mobilização do Ministério dos Transportes visando a montagem de câmaras setoriais de discussão, para a definição de um Plano Nacional de Logística e Transportes.
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Os números são desanimadores. Em 1975, aplicava-se 1,9% do PIB no setor. Foi caindo até chegar a menor de 0,2% no último ano do governo FHC e a 0,1% no primeiro ano do governo Lula. Todo o esforço dos últimos anos, inclusive com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), conseguiu elevar esse índice para apenas 0,5%.
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Tem obras importantes saindo, como a Transnordestina, portos privados, investimentos privados em ferrovias. E há uma dificuldade de compreensão da mídia sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Em geral analisa-se o PAC medindo as liberações financeiras, o que é um erro. Em grandes obras, o pagamento sai depois de terminada a obra física e, por esse quesito, já se cumpriu mais de 70% do PAC1.
Mesmo assim, os números são absolutamente insuficientes para atender às demandas da economia.
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Secretário de Política Nacional de Transportes, o engenheiro Marcelo Perrupato acompanha o setor desde o governo Figueiredo, quando trabalhou com o então Ministro dos Transportes Elizeu Rezende. Preparou um trabalho amplo, disponibilizado no site Brasilianasorg (www.brasilianas.org).
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É imensa a relação de problemas a serem solucionados. No caso das rodovias, níveis insuficientes de conservação e recuperação; déficit nas regiões desenvolvidas e cobertura inadequada nas regiões em desenvolvimento. Nas ferrovias, invasões das faixas de domínio, quantidade excessiva de passagens de nível, extensão e cobertura insuficiente da malha. Com todo investimento novo no setor, nos próximos anos apenas o Brasil voltará a ter a malha ferroviária de que dispunha em 1958.
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Há um amplo desbalanceamento na matriz de transportes. 58% continuam sendo rodoviário, 25% ferroviário, 13% aquaviário e 4% dutoviário ou aéreo.
Nos grandes países continentais, há amplo predomínio das ferrovias: 81% na Rússia, 46% no Canadá, 43% na Austrália, 43% nos EUA, 37% na China.
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Há um longo caminho pela frente. Logística não significa apenas obras físicas. Há a necessidade de novos marcos legais, do planejamento da integração dos diversos tipos de transporte, da redução da burocracia, identificação de um portfolio de investimentos e uma definição clara sobre o papel de cada agente.
Ao Estado cabe o planejamento de longo prazo, a visão estruturado e os investimentos em áreas de baixo retorno, mas importantes para consolidar o desenvolvimento. À iniciativa privada os investimentos em projetos de menor maturação e que exigem mais competição de mercado.
Autor: Luis Nassif – Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.
Fonte: Agencia Dinheiro Vivo
Inteligência Logística: um diferencial competitivo
Hoje é notório o crescimento do setor logístico no mercado brasileiro e esse crescimento traz consigo uma considerável melhora no nível de serviço ao mercado oferecido pelas operadoras, um aumento da produtividade das operações logísticas e um maior profissionalismo do setor, considerando o aumento do conhecimento sobre a área, além de um maior desenvolvimento dos processos organizacionais com aplicações de métodos e ferramentas logísticas.
Contudo, a este crescimento deve-se também o aumento da concorrência no mercado, uma concorrência que vem se tornando cada vez mais acirrada, em que as empresas que atuam no setor devem ter a capacidade de responder mais rapidamente e com mais eficácia às mudanças do mercado e às exigências dos clientes, sem perder de foco a qualidade dos serviços e o retorno financeiro, que muitas vezes está atrelado a percentuais de rentabilidade baixos.
Dessa forma, as empresas têm que buscar meios que possam mantê-las diferenciadas em seus mercados, que as permitam ser percebidas pelos clientes como empresas qualificadas a satisfazê-los e que consigam manter a estrutura de custos controlada e em um nível aceitável. Para tanto, são utilizadas estratégias, processos e recursos que possam prepará-las para este desafio, porém, nenhum desses pilares trará efeitos positivos se elas não tiverem um capital humano qualificado e treinado para conviver nesse cenário.
É a partir dessa qualificação profissional que as empresas conseguem alcançar maiores resultados e melhores desempenhos, tornando-as mais competitivas. Com profissionais qualificados as ameaças e oportunidades presentes no mercado podem ser melhor trabalhadas, juntamente com a redução das fraquezas organizacionais e incremento de suas forças. É exatamente nesse pilar que se sustenta a Inteligência Logística.
Conceitualmente, a Inteligência Logística deve ser entendida como um conjunto de competências e habilidades técnicas que permite à empresa responder de maneira mais rápida e eficaz que a concorrência aos desafios apresentados pelos Clientes atuais e potenciais. Isso significa que a partir de uma visão crítica e racional, a Inteligência Logística objetiva orientar os processos organizacionais e produtivos direcionando-os para o alcance dos resultados desejados.
Na prática, a Inteligência Logística corresponde a atividades multi-funcionais, ou até mesmo multi-empresariais, que agregam conhecimentos e habilidades do capital humano em prol de melhores resultados organizacionais e evolução dos processos logísticos, mesmo que algumas pessoas não estejam diretamente ligadas à própria operação logística.
Não podemos esquecer que todos os processos, áreas ou setores de uma empresa estão direta ou indiretamente ligados, e que todos compõem um sistema integrado e que influenciam o resultado final. Assim, um bom resultado das operações logísticas não acontece apenas pelos profissionais que atuam diretamente na área, mas também pela participação de áreas de suporte. A integração de pessoas com habilidades e conhecimentos técnicos de cada área permite uma visão mais generalista dos cenários, sem perder o foco das particularidades de cada uma que influenciam e impactam no resultado final das operações.
Com essa integração, no momento das tomadas de decisões, fatalmente aparecerão os chamados ‘trade-offs” ou compensações, ou seja, objetivos desejados que para serem alcançados necessitam de ações que se contradizem ou que anulam a força da outra. Porém, esses “trade-offs” obrigam a organização a pensar mais objetivamente nos resultados desejados para os clientes e para a própria empresa, reduzindo a probabilidade de erros nas decisões, aprimorando os processos logísticos e tornando-se, conseqüentemente, mais competitiva no mercado.
Somando-se a estas considerações, a Inteligência Logística permite que as operações logísticas sejam pensadas não apenas em curto prazo, mas, buscando o equilíbrio operacional a fim conseguirem resultados consistentes e efetivos, preocupa-se também com a melhoria contínua dos serviços ao longo do tempo.
Como conclusão, podemos afirmar que a Inteligência Logística fomenta a produção de soluções diferenciadas, criativas e direcionadas aos interesses e necessidades dos clientes, apresentando-se como diferencial competitivo diante dos concorrentes.
Dionilson J. Pinheiro Filho é administrador, Pós-Graduado em Logística Empresarial pela UNIFACS com experiência em gestão de operações logísticas (distribuição urbana, transferência, multimodais, logística interna/expedição de indústria) e gestão e implantação de processos logísticos, além de implantações de sistemas, coordenação de programas de qualidade/avaliação de clientes. Certificado como auditor interno do SASSMAQ e ministrante de cursos na área de logística.
A Logística da Copa Do Mundo
A Copa do Mundo, assim como todos os grandes eventos esportivos para serem bem sucedidos necessitam de uma longa e precisa preparação. Por isso, exige um projeto logístico de grande escala, sendo necessário, fazer uma avaliação das necessidades inerentes ao evento e assim obter soluções, essas necessidades envolve atividades de integração, segurança, limpeza, comunicação, entre outros.
Os objetivos principais da logística no planejamento de um campeonato mundial são:
- Criar um ambiente seguro para os atletas, espectadores e trabalhadores deste evento.
- Criar uma experiência positiva e agradável para todos.
Apesar de estas idéias parecerem básicas, não são necessariamente fáceis de cumprir. O fato de estarem dependentes de vários fatores, tais como voluntários (sem conhecimentos e competências) que oferecem os seus serviços, das várias empresas que criam uma dificuldade de gestão devido à agenda de cada uma e das limitações físicas dos estádios onde e realizam os jogos.
Outros fatos e talvez o mais importante de todos seja o tempo. À medida que a data do evento se aproxima, mais prioritárias se tornam as necessidades, criando stress e desgaste físico para todos os responsáveis e trabalhadores que correm intensivamente contra o tempo.
Para uma boa solução contra estes fatores são criados planos estratégicos organizacionais pela parte da logística, que definem prioridades e necessidades organizando e distribuindo tarefas pelos funcionários de modo a conseguir criar um equilíbrio entre os mesmos, para que possa estar tudo devidamente preparado para o início do evento.
Para que se obtenha os melhores resultados, as necessidades são divididas por categorias e são criados departamentos, cada um responsável por diversas necessidades.
Dessa forma, a Logística Esportiva, tem como principal objetivo fazer toda a preparação do evento e garantir uma eficaz gestão de recursos, equipamentos e informações entre os vários departamentos de modo a fazê-los funcionar em conjunto e ter tudo a postos no momento que o espetáculo inicia, onde alguns dos jogadores mais bem pagos do mundo são as estrelas, e os jogos são transmitidos ao vivo para milhões de pessoas no mundo inteiro.
As necessidades são as mais diversas desde acomodações para atletas e Staff, equipamentos e muito pessoal de apoio. Tudo deverá ser bem planejado.
Para a Copa do Mundo de 2010, a África do Sul realizou um investimento de cerca de R$ 250 milhões para contratação e treinamento de milhares de agentes de segurança. Além de buscar ajuda de países que organizaram as últimas Copas do Mundo.
O planejamento anterior ao início dos jogos também se preocupa com os acessos e transportes.
É preciso haver infra-estrutura de transporte entre as cidades dos jogos e dentro das próprias cidades, com ônibus, metrôs, trens, aeroportos e um serviço eficiente e oferecido em vários idiomas.
Tecnologia e estrutura também devem ser oferecidas à mídia que cobre o evento.
Novamente para a Copa do Mundo de 2010, estima-se que 300 emissoras de televisão estarão presentes no local com mais de 26 mil jornalistas presentes.
O alojamento é outra questão primordial. Os hotéis onde as equipes querem se hospedar recebem melhorias e reformas contando com a vinda das seleções, e a FIFA se encarrega do pagamento.
Além dos atletas, cada seleção leva também uma grande equipe de apoio, por exemplo a comissão técnica permanente da Seleção Brasileira é composta por 15 pessoas.
Imagine ter que realizar as necessidades para 32 seleções participantes da Copa, realmente é um desafio logístico enorme.
Fonte: Pacer Logística
Prevenção de perdas: eu preciso de inventário terceirizado?
Quando falamos de prevenção, a palavra nos remete, talvez, ao termo ‘cautela’. Podemos entender que tal cautela pode ser tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Vamos abordar aqui especialmente o aspecto corporativo, onde a cada dia, a competição acirrada nos faz buscar alternativas para prevenir erros, elaborar melhores estratégias e alcançar resultados. Posso garantir que ainda não há nada milagroso que possa, com pouco esforço e em pouco tempo, gerar grandes benefícios. No entanto, podemos voltar ao cerne da questão: prevenção das perdas. Assim, chegaremos às razões pelas quais você perceberá que precisa – e muito – de um inventário terceirizado.
Pensando em modo geral, falamos em margens cada vez mais limitantes nos negócios que deixam pouca massa de manobra para qualquer executivo – e toda equipe – ter a oportunidade de erros, de quaisquer proporções. Especialmente no varejo. Pensando em alternativas para ir além das margens e ainda sim, apresentar melhoria de resultados, iniciou-se em meados de 90 a política de Prevenção de Perdas no Brasil, advinda da experiência nos EUA com resultados de excelência em suas práticas no varejo americano. Deste então, grandes varejistas brasileiros têm investido no setor para minimizar suas perdas operacionais, rever processos, treinar e reciclar equipe, elaborar meios de prevenir furtos internos e externos, aperfeiçoar técnicas de segurança e demais atividades que envolvam toda cautela com os produtos estocados.
Atualmente, falamos de prevenção de perdas em diversos segmentos, não se limitando somente ao mercado alimentício, como em princípio, mas sim, em farmácias, atacados, mercearias, supermercados de todo tamanho, hortifruti, lojas de departamento, materiais de construção, operadores logísticos, papelarias e muitos outros. Onde há estoque, há necessidade de monitoramento, controle e melhorias constantes.
De acordo com a 9º pesquisa de Avaliação de Perdas no Varejo do GPP/ PROVAR (Grupo de Prevenção de Perdas), 2,05% do faturamento líquido das empresas em 2008 foram perdidos em razões desconhecidas. Muitas delas são operacionais, dependem de treinamento ou que previnam erros rotineiros.
Ou seja, num exemplo, estamos falando da situação em que uma loja, com faturamento líquido de R$ 80.000,00 em período X, perde, sem saber, aproximadamente R$ 1.640,00 em erros de processos internos durante tal período. Isso nos leva a tomada rápida de uma decisão: buscar ferramentas para PREVENIR essas ocorrências e monitorá-las radical e diretamente. O acumulado em 1 ano reflete em perdas de quase R$ 20.000,00 no lucro líquido. Traduzindo: você está perdendo dinheiro!
Para que este controle possa ser realizado, sugiro que o responsável por esta tarefa primeiramente estude e consulte – além do sistema da loja – a estimativa de peças que se tem no negócio. É importante que se identifique os possíveis meios por onde se escoem os lucros. Mesmo assim, ainda falta uma importante ferramenta para diagnosticar as causas. Para maior precisão, vamos uma etapa fundamental: contagem do estoque. Esta contagem pode ser entendida pelo termo ‘inventário’.
O inventário passou a ser uma ferramenta para análise de diversas áreas na empresa, além de prevenção de perdas, como compras, operações, logística, financeiro, contabilidade entre outras mais.
Muitos varejistas me dizem: ‘eu vivia sem o inventário – balanço, no dito popular – até ontem, por que preciso realizá-lo agora?’ E eu explico: somente com a contagem apurada do estoque, é possível saber quanto realmente se tem; quanto só está no sistema e fisicamente já não mais existe; erros de processo, cadastramento, de fornecimento, ajustes indevidos, enfim, gerar ações preventivas para evitar o escoamento da receita. A partir daí, é possível gerar diversas ações, elaborando normas internas, políticas, acompanhamento destes indicadores e aprimorando conhecimentos do negócio.
Para uma empresa começar a se preparar para realizar um inventário, sugiro alguns passos internamente antes contratação do serviço:
- Arrumação: Arrumar o local (loja, depósito, CD) não somente para o inventário, mas também para melhorar o desempenho no dia-dia. Uma boa arrumação por códigos nas gancheiras, por exemplo, ajuda tanto clientes durante a compra quanto repositores, evitando o erro de colocar um produto no local inadequado. Produtos arrumados por pallets no depósito ajudam o rápido abastecimento da gôndola, sem deixar ‘buracos’ perceptíveis. Invista tempo e treinamento na arrumação tanto para o dia-dia e especialmente para o inventário. Certamente, um local com estocagem organizada e arrumada, refletirá em seu resultado de contagem.
- Estimativa de peças: Busque dados, investigue as quantidades no sistema, questione operações, gerente, compras. É importante que se tenha um número norteador para iniciar um projeto de inventário e melhorar os indicadores a partir de então.
- Confira codificações: Todos os produtos estão codificados? Todos com códigos de barras? Se não, os códigos internos são visíveis, de fácil acesso e estão corretamente inseridos no sistema? Analise com antecedência se tudo que é comercializado/ movimentado tem seu código atrelado. Caso você tenha dificuldades em codificar produtos, endereçá-los, transformá-los em códigos de barras, saiba que existem empresas que promovem soluções para isso.
- Dedique toda concentração para exercer este trabalho: Sugiro que haja programação para realizar o inventário numa noite, por exemplo, assim, você não perderá vendas e poderá dedicar concentração e acompanhamento a esta atividade. Procure realizar inventário após ter feito devoluções e cortes, assim, o volume para contagem será menor e o processo ocorrerá com maior agilidade e transparência.
- Cadastro de produtos: Para realização de um inventário terceirizado, é importante saber que trabalha-se com o cadastro de produtos do cliente. Esta base de informações será confrontada a cada ‘bip’ de produto, garantindo assim que tudo o que for visualizado, será coletado eletronicamente com agilidade e segurança, sem inversão de códigos, digitação de produtos que não estão fisicamente. Depois de finalizadas estas etapas, você já tem toda condição para contratar um inventário imparcial, rápido e seguro para prevenir suas perdas.
Terceirizar esta atividade proporcionará segurança com total isenção de resultados num processo tão criterioso e essencial. O projeto de inventário terceirizado pode ser desenvolvido a todo tipo de cliente, necessidade, tamanho e estrutura.