Archive for julho, 2010
Recursos Humanos. Uma poderosa ferramenta para a segurança corporativa.
Estamos vivendo tempos de constantes mudanças, quer seja por imposição do mercado consumidor, quer seja por imposições legais, são os mais variados motivos que de uma forma ou de outra impõem a necessidade de mudar os modelos de gestão que hoje são empregados para o recrutamento e seleção nas empresas.
O capital humano, sem dúvida nenhuma, é o principal ativo que as empresas possuem atualmente, pois segundo “Abraham Maslow” (Motivation and Personality), o ser humano vive em uma busca frenética para satisfazer suas necessidades pessoais, que são escalonadas em ordem de prioridades, a cada novo desafio vencido sempre haverá outro que ira surgir, é uma realidade aplicada às grandes organizações.
A era industrial foi um importante passo dado em prol do progresso, e uma das figuras históricas da época foi Fayol (Funções Administrativas – Planejar, Organizar, Liderar e Controlar – Teoria Geral da Administração). Naquele período, as indústrias visavam principalmente os processos, sua eficiência e a produtividade acima de tudo, deixando o ser humano em segundo plano, uma realidade que ao passar dos anos também foi se modificando. Alguns teóricos aprimoraram essa teoria para as atuais necessidades das empresas, que estão inseridas em um ambiente bastante mutável.
O processo de recrutamento e seleção para ocupar um determinado cargo/função de uma organização, principalmente em uma área estratégica, sensível ou vital, deve ser planejado de forma cautelosa. Esse processo visa, acima de tudo, selecionar a pessoa certa, com as habilidades, competências (influência, desenvolvimentos de pessoas, habilidades para gerenciar mudanças, liderança de pessoas) e as principais características comportamentais (capacidade de trabalhar sob pressão, resilência, perseverança, autoconfiança, capacidade de tomada de decisões em um curto espaço de tempo), requeridas para desempenhar tal atividade dentro do quadro funcional da sua empresa. O Departamento de Recursos Humanos tem um papel estratégico e fundamental (atrair, reter e desenvolver o capital humano no âmbito interno das organizações) esse é um paradigma que ainda não foi quebrado em muitas organizações.
O processo de “seleção e recrutamento” (conjunto de procedimentos que visa atrair candidatos potencialmente qualificados e capazes para ocupar um determinado cargo/função dentro da organização – Chiavenato) necessita ser norteado de outros protocolos de segurança para minimizar os riscos de problemas futuros após a contratação, alguns itens devem ser abordados com ênfase, mas sem ferir os direitos garantidos na Constituição Federal de 1988, na Consolidação das Leis Trabalhistas de 01 de maio de 1943, Normas Regulamentadoras do MTe – Ministério do Trabalho e Emprego, além de outras leis que não podem se deixadas de lado, tipo o CPB – Código Penal Brasileiro.
Alguns pontos importantes que devem ser observados pelo departamento de Recursos humanos antes de contratar um profissional:
- Recrutamento: durante este processo, cooptar o número ideal de currículos para preencher determinada vaga, para evitar o que chamamos de “gold plating” (trabalho supérfluo), ou através de programas inovadores requisitar no banco de dados da empresa os currículos que atendam os requisitos básicos para participar do processo seletivo. É claro que todo este esforço temporário depende de outros fatores, que cabe ao responsável do departamento de recursos humanos avaliar na hora de realizar a melhor metodologia de recrutamento, que seja interno ou externo, de acordo com a política que cada empresa adota para cada caso.
- Seleção: Após a escolha dos candidatos, a aplicação de testes técnicos, quando a função exigir, é parte fundamental para avaliação dos candidatos, porém a participação do departamento solicitante na elaboração do teste é outro fator de sucesso para avaliar qual dos candidatos está realmente capacitado para ocupar a vaga em questão. Muitas empresas não fazem este tipo de procedimento, não há essa interação entre os departamentos, o que é muito prejudicial na hora da escolha final.
- Pesquisa social: Ao encerramento da etapa da seleção, outro ponto não pode ser esquecido, este tipo de pesquisa da vida pregressa do candidato visa ratificar as informações contidas no seu currículo e na sua CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social), para que esta “coleta de informações” seja bem sucedida, o gestor da área de recursos humanos tem que observar alguns pontos cruciais:
1) Manter contato com as demais empresas por onde o profissional que está sendo contratado já passou, é muito importante ratificar as informações que estão sendo fornecidas, as dúvidas devem ser dirimidas neste momento. Porém as informações obtidas são confidenciais e sigilosas, e algumas vezes, quem está fornecendo estas informações esta movido por uma forte emoção, e pode ocorrer à mistura entre o lado profissional e o lado pessoal, por este motivo cabe ao gestor de recursos humanos, quando bem treinado e experiente, realizar o que os profissionais de segurança corporativa que atuam no seguimento da “inteligência competitiva” (processo informal, pró-ativo e ético que conduz a melhor tomada de decisão, seja ela estratégica ou operacional) chamam de “analise de forma filtrada e integrada da informação”. Neste caso cruzar as informações cooptadas das diversas empresas, e de forma imparcial chegar à tomada de decisão estratégica. Contratar ou não contratar? Se mesmo assim a dúvida persistir, elaborar um relatório com todas as informações sobre o candidato e recorrer ao seu superior imediato ou ao departamento de segurança empresarial, para que a finalização do processo seja de forma consensual, inclusive da alta cúpula da empresa, para evitar maus entendidos após a contratação, esta aprovação de preferência deve ser obtida por escrito.
2) Lembramos neste artigo que pesquisas ao SPC e SERASA (Serviço de Proteção ao Crédito) entre outros, são permitidas, porém o candidato pesquisado não pode ser excluído por estar com alguma restrição deste tipo (Artigo 1º da Lei nº 9.029.1995).
3) Observar atentamente todas as assinaturas que estão na CTPS, verificar se não houve nenhum tipo de adulteração grosseira ou o acréscimo de outra empresa para completar o período de serviço, é o que chamamos vulgarmente de “esquentar a carteira profissional”, detectar este tipo de fraude é muito difícil, mesmo assim, o profissional da área de recursos humanos perspicaz e extremamente observador irá novamente pesquisar se a empresa que consta na CTPS realmente existe, e se realmente aquele funcionário que realizou a assinatura, trabalhou naquele período, e mais, se o funcionário tinha a competência legal para realizar tal procedimento funcional. Sim é uma tarefa árdua e desgastante, porém é necessário e prudente a existência de tais protocolos de segurança no processo seletivo, a fim de minimizar os riscos de contratar a pessoa errada para uma função/cargo chave dentro da organização, principalmente se este pretendente tiver acesso irrestrito a informações sigilosas do departamento financeiro, pesquisa e desenvolvimento, logística, recursos humanos, tecnologia da informação, tesouraria, comercial e operacional entre outros. Lembramos que a informação é um ativo valioso atualmente, e merece uma atenção especial.
Mesmo após a pesquisa social e aprovação da contratação do profissional pela diretoria da empresa, chegou o momento da contratação, inicia-se uma nova etapa, porém de suma importância, que podemos chamar de “ambientação ou integração”, poucas empresa têm a preocupação de realizar essa apresentação formal do novo funcionário aos “Stakeholders” ou mais conhecido como “CEO” (Chef Executive Officer), para saber o nível de influência de cada um nos processos internos da organização, se a organização usa a técnica do “Benchmarking”, qual é o tipo de cultura organizacional que a organização adota (missão e valores), e principalmente qual é o “Core Bunisess” (negócio principal ou atividade principal da empresa).
Todas essas informações devem ser passadas com clareza para novo funcionário, neste momento a presença de um “Coach” (professor ou treinador) é muito importante, caso contrário o processo de “cognição” (ato ou ação de conhecer, aquisição de um conhecimento) pode estar seriamente comprometido.
E finalmente, monitorar se a “passagem de função” está ocorrendo de forma clara e objetiva, se o ocupante da função tem todo o conhecimento produzido armazenado de forma segura e correta (backup), para que não haja represálias ou retaliações por parte de quem esta saindo da empresa. Essa medida preventiva segue o que chamamos de “política de segurança das informações” (conjunto de medidas utilizadas nas empresas para proteger as informações sigilosas contra ameaças internas e externas).
São inúmeros os cuidados que o departamento de recursos humanos estratégico de uma organização deve ter ao realizar um processo seletivo seguro e eficiente, e ao mesmo tempo atender as expectativas da alta cúpula, com relação ao profissional que está sendo contratado, mesmo após a contratação.
Estes cuidados devem ser tomados em qualquer nova aquisição para o quadro funcional, em qualquer nível hierárquico, e principalmente deve se tornar uma rotina administrativa, de forma a minimizar problemas, mesmo após o término do prazo de experiência estipulado em lei (90 dias). Essa visão “holística” dos processos de recrutamento e seleção favorece a “vantagem competitiva” de uma empresa sobre as demais concorrentes (Michael Potter), reduzindo o “Turnover” (ferramenta utilizada pelo departamento de recursos humanos para mensurar as admissões e demissões em determinado período) a empresa poderá obter um bom índice de produtividade.
Essa preocupação no processo de recrutamento e seleção é uma premissa básica que deve ser observada com muito cuidado pelo departamento de recursos humanos que atua de forma estratégica, por esse motivo se torna uma poderosa ferramenta para segurança corporativa para empresas/organizações que atuam em mercado altamente competitivo, essas medidas preventivas as vezes podem definir o futuro de empresa.
André Luiz Padilha Ferreira, gestor de segurança privada, analista de segurança empresarial e riscos corporativos. Pós-Graduando: Formação de Consultores e Executivos na Área de Recursos Humanos. Fone: (91) 8862-2438 / (91) 8258-5918. E-mail: andluipad@gmail.com.
Gestão de Clientes. É possível inovar?!
Frente à crescente concorrência e velocidade do mercado, preço, qualidade e logística deixaram de ser fatores determinantes para que o cliente compre ou se torne um parceiro. Atualmente, o cliente dá preferência àquela empresa que oferece atendimento diferenciado. Atender bem não é somente ouvir. É agir com pró-atividade e atender às expectativas e necessidades do cliente. A inovação no atendimento pode estar em formas simples, mas que bem executadas podem dar retornos surpreendentes.
Luiz Marins comenta em seu artigo “Eu quase esperei” que Louis XIV, o Rei da França (1638-1715) – chamado “Rei Sol”, monarca absolutista, déspota, que dizia “O Estado Sou Eu” –, ao verificar que sua carruagem só chegava na hora exata em que ele marcava disse: “J’ai failli attendre” – “Eu quase esperei”. O que isso tem a ver com os dias de hoje? Com a empresa de hoje? Com o cliente de hoje? Com o atendimento de hoje?
O cliente, hoje, se comporta como um Louis XIV que diz: “O mercado sou eu”. E espera que todos venham servi-lo, bajulá-lo, fazer-lhe mesuras e rapapés. Se for mal atendido, ele simplesmente elimina a empresa de sua mente e de suas opções, além de retirá-la da carteira de fornecedores de produtos e serviços para seus negócios.
É possível inovar para melhor atender aos clientes?
A inovação é um valor cada vez mais presente na comunicação institucional das organizações. Inovar é se diferenciar. E a estratégia de inovação é uma ótima ferramenta para vencer em um mercado de intensa competição. A inovação se transforma em diferencial competitivo quando a empresa apresenta a sua proposta com conteúdo de valor para o cliente e ele não percebe que existe algo igual nos concorrentes.
“Um brinde diferente, uma nova forma de chegar ao cliente, um atendimento personalizado ou de cativá-lo já são exemplos de inovação. Não é preciso buscar sempre inovações extraordinárias. Estamos falando de inovações incrementais, que não mudam a estrutura de uma venda, mas a tornam mais eficaz, geram menos despesas para a empresa que vende ou faz com que a venda seja mais atraente para o cliente”, afirma Gisela Kassoy, especialista em criatividade e inovação.
O importante é lembrar sempre que a inovação não precisa necessariamente ser um grande acontecimento. Você pode surpreender o seu cliente de forma positiva, seja em um atendimento especial, em uma forma de pagamento diferente da concorrência ou em um serviço extra que você agregar ao produto. Nas pequenas ações é que se conquista um cliente, e é mais fácil ser inovador nos detalhes.
Na obra Dilema da Inovação (2001), Clayton Christensen diz que as práticas administrativas que levam as empresas à liderança em mercados tradicionais são as mesmas que as fazem perder as oportunidades oferecidas pelas inovações. “Manter-se próximo do cliente é imprescindível para o sucesso, mas o crescimento e o lucro de longo prazo, freqüentemente, dependem de uma fórmula de gestão muito diferente”.
A inovação veio como uma ferramenta na melhoria de todos os processos, desde a fabricação de um produto até a venda do mesmo. Ela nos motiva a querer sempre mais, é uma porta para novas inovações. E afinal? Quem sai ganhando com isso? Bom, todos saem ganhando com a prática inovadora, pois os clientes ganham através de um atendimento diferenciado, focado em suas necessidades e condizentes com as atividades. A empresa fornecedora ganha, pois é uma forma a mais de fidelizar o cliente, aumentando assim sua competitividade e criação de valor. E, por final, o mercado ganha credibilidade, novas opções de trabalho, pessoas mais pró-ativas preocupadas com o cliente e antenadas às inovações do ambiente empresarial. Superar as expectativas sempre – esse é o caminho.
Por Mariana Cristina Silva, Consultora de Vendas – DOX Brasil Comércio de Metais Ltda. Bacharel em Publicidade e Propaganda. Ex-aluna do MBA em Gestão de Negócio com ênfase em Vendas do Ietec.
Gestão da Cadeia de Suprimentos e Logística
A importação inconseqüente de termos e conceitos criados nos grandes centros acadêmicos capitalistas e posteriormente transplantados para os setores produtivos de todo o mundo traz grandes confusões, que, se não desfeitas, podem pôr em risco ou até mesmo comprometer o plano estratégico de empresas menos familiarizadas com estruturas gerenciais mais complexas.
O nome Supply Chain Management, traduzido como “Gestão da Cadeia de Suprimentos”, é um exemplo. Apesar de novo e em alguns casos pouco “digerido” até mesmo entre seus usuários, ele vem sendo bastante utilizado na imprensa. Mas, apesar de sua disseminação, nem sempre há total compreensão de seu significado.
O mais corriqueiro é confundi-lo como uma nova definição de Logística, ou como extensão do conceito de Logística. Para acabar com possíveis equívocos, uma saída é ir na origem do problema e analisar a própria definição de Logística, adotada em 1998, pelo Council of Logistics Management.
Segundo esse conselho, Logística “é a parcela do processo da cadeia de suprimentos que planeja, implanta e controla o fluxo consciente e eficaz de matérias-primas, estoque em processo, produtos acabados e informações relacionadas, desde seu ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender aos requisitos dos clientes”. Essa definição assume a Logística como parte integrante ou subconjunto do Supply Chain Management , ou seja, é uma de suas preocupações.
O mesmo critério será usado em relação ao termo Supply Chain Management, que é “a integração dos diversos processos de negócios e organizações, desde o usuário final até os fornecedores originais, que proporcionam os produtos, serviços e informações que agregam valor para o cliente”. Colocadas as duas concepções, torna-se mais fácil avaliar as suas diferenças.
As mais significativas e de entendimento mais simples referem-se a amplitude dos conceitos. Enquanto uma idéia refere-se a ações intra-organizacional, ou seja, remetem ao ponto de vista de uma empresa, a outra diz respeito a relações inter-organizacional, no qual o foco são as diversas empresas componentes da cadeia.
A questão intra-organizacional é mais simples de ser abordada, pois sob a ótica de uma única empresa, o Supply Chain Management envolve tanto as operações logísticas como as de manufatura. De modo simplificado e mais popular, pode-se dizer que esta interpretação do conceito eqüivale a integrar Logística com Produção. Seu foco maior é na integração entre essas duas funções, às vezes englobando também a gestão (fluxo) de pagamentos e parte do projeto do produto – design for supply chain.
Podemos observar que essa conceituação enfatiza a eficiência individual, que envolve problemas como previsão de vendas e sincronização interna das operações.
Já o âmbito inter-organizacional é mais complexo. Além da questão intra-organizacional, engloba também a seleção e a organização dos parceiros. Afinal, como ocorre em todo processo em cadeia, o cliente de uma empresa será o fornecedor de outra mais à frente. Uma indústria de chocolates, por exemplo, pode ser fornecedora de um atacadista que, por sua vez, será fornecedor de um varejista.
No final dessas cadeias, contudo, está sempre o consumidor final. A ação chave, portanto, é a colaboração e o compartilhamento de informações, que pode ser conseguido por meio de parcerias, coerção, esquemas de incentivo ou várias outras formas.
Ao diferenciar os dois conceitos, percebemos que a gestão da cadeia de suprimentos é bem mais ampla e complexa do que se possa imaginar, não podendo ser reduzida a mais um modismo teórico
Por Hugo Yoshizaki, Engenheiro, doutor em Engenharia de Produção e professor da Escola Politécnica da USP.
O Alinhamento das Cadeias de Suprimento
O gerenciamento das Cadeias de Suprimento, também conhecidas como Supply Chains, representa apenas a metade da equação dos negócios. Notadamente, muita atenção tem sido dispensada para encontrar os melhores caminhos para a redução dos estoques e aumento do seu giro, enquanto que para se entender, criar e gerenciar a demanda mais efetivamente, pouco se faz.
A condição básica para o adequado gerenciamento do suprimento e da demanda é o aprofundamento do relacionamento entre os integrantes das cadeias de abastecimento. A mais efetiva e na verdade a única maneira para se desenvolver o relacionamento com clientes é entendendo o comportamento de compra dos consumidores, projetando e suportando as cadeias de abastecimento, de forma a entregar valor a cada integrante das mesmas. Exemplificando, o gerenciamento de uma cadeia de abastecimento composta de fornecedores de matérias primas, fornecedores de insumos, manufaturistas, atacadistas, distribuidores, transportadores e varejistas, proporciona a noção real dos valores que cada um destes integrantes deve disponibilizar para o elo seguinte, permitindo ao consumidor final a noção clara do preço do produto final e dos respectivos serviços que ele adquire.
As barreiras que naturalmente dificultam o alinhamento das cadeias são de ordem Cultural, Tecnológica e Financeira. As barreiras Culturais podem ser vencidas através do gerenciamento de mudanças e pela escolha adequada dos colaboradores que irão desempenhar os papéis de liderança dos processos operacionais. Aquelas observações comportamentais, tais como… “isto nunca vai dar certo “… “eu sempre fiz assim… mudar pra quê ? “ são típicas de organizações que não conseguem perceber que o patrão na realidade é o cliente. A eliminação destas barreiras reduz o tempo de integração dos colaboradores, contribuindo para a criatividade nas soluções e o conseqüente alinhamento dos objetivos de toda a cadeia.
As barreiras Tecnológicas podem existir devido às barreiras culturais, bem como devido à dificuldade de acesso das empresas a conceitos e soluções já consagrados. Estas barreiras devem ser vencidas com pesquisa de melhores práticas, participação em eventos especializados, treinamento, atração de fornecedores de soluções. Nesta etapa o trabalho de consultorias especializadas é de importância fundamental. Estas barreiras provocam tanto a obsolescência das empresas, como também o gasto exagerado em soluções por desconhecimento das necessidades. As barreiras Financeiras podem ocorrer devido às anteriores, ou pela própria capacidade das empresas. Neste caso recomenda-se analisar com profundidade as capacidades dos integrantes, de forma a permitir que os mesmos possam sustentar as demandas das cadeias, sem descontinuidade de atendimento.
A internet tem contribuído muito para a aceleração do alinhamento das cadeias de suprimento, principalmente devido à padronização de procedimentos, à facilidade de acesso a informações e a agilização nas tomadas de decisão. Um bom exemplo sãs as soluções de compras corporativas, também conhecidas como e–procurement. O alinhamento das cadeias de suprimento proporciona reduções de custos e agregação de valores de cada integrante e é fator chave para a preferência e fidelização de clientes e devido aos efeitos de aglutinação das forças proporcionado pela globalização dos negócios é fator de sobrevivência.
Por Nyssio Ferreira Luz
A globalização sob a ótica da logística
Empresas que ainda não têm uma rede logística apropriada, moderna, ficarão à mercê, estagnadas, sem condições reais de crescimento e de participação ativa nos mercados atuais. Vemos dia-a-dia empresas entrando e saindo do mercado, vemos também empresas sólidas, lucrativas e outras encerrando as suas atividades, qual a principal diferença entre elas? Sabemos hoje que as empresas que não investem em novas soluções logísticas tem a grande possibilidade de não se desenvolverem, sabemos que o desenvolvimento de um país passa necessariamente pelo investimento em toda a infra-estrutura de sua cadeia logística.
A globalização veio para ficar, sabemos hoje que temos que conviver com ela para o nosso bem e os países que ainda não incorporaram em seu planejamento estratégico, relações com outros países, acordos comerciais, fornecimento de tecnologia e suprimentos, tenderão a se isolar no mercado mundial.
As negociações tendem a ser cada vez mais globais, das formas bilateral ou multilateral, a importância está em desenvolver e estreitar as relações políticas e comerciais com a maior quantidade de países e organizações possíveis, pois isto traz uma notoriedade, mostra as caras do país para o resto do mundo e aumenta as chances de colocar os produtos nacionais em grandes potências.
Os mercados emergentes como o Brasil, devem estar muito atentos, de prontidão a qualquer mínima modificação nas regras internacionais para poder tomar decisões ágeis, não deixando oportunidades escaparem por entre os dedos. Como foi dito acima, a globalização veio para ficar, mas só vão aproveitar os benefícios dela os que estiverem prontos, bem estruturados, senão ficarão de fora desta avalanche de investimentos que os países mais ricos farão a médio e longo prazos.
Empresas que ainda não têm uma rede logística apropriada, moderna, ficarão à mercê, estagnadas, sem condições reais de crescimento e de participação ativa nos mercados atuais. Vemos dia-a-dia empresas entrando e saindo do mercado, vemos também empresas sólidas, lucrativas e outras encerrando as suas atividades, qual a principal diferença entre elas? Sabemos hoje que as empresas que não investem em novas soluções logísticas tem a grande possibilidade de não se desenvolverem, sabemos que o desenvolvimento de um país passa necessariamente pelo investimento em toda a infraestrutura de sua cadeia logística.
As empresas devem não só examinar e melhorar todas as suas atividades e processos internos, como também manter uma visão holística de todos os elos de sua cadeia de suprimentos, pois hoje temos uma concorrência não mais só entre empresas, mas principalmente entre redes, cadeias de abastecimento.
Quanto maior a extensão desta cadeia, mais complexo e difícil se torna o gerenciamento destes elos, maior integração e informação teremos que buscar.
O complicado é também embutir em cada membro da cadeia uma mentalidade que leve ao aprimoramento e a melhoria a todos os componentes do grupo, pois os bons resultados podem favorecer a continuidade dos negócios e levar à rentabilidade de todos os participantes, desde o menor até o com maior poder de barganha.
A logística aborda temas como: aquisição, produção, transporte, movimentação, planejamento, gerenciamento, distribuição, armazenagem, expedição, recepção, cadeia de suprimentos e estes assuntos devem vir a tona constantemente e fazer parte das discussões de todas as corporações que pensem em resultados em longo prazo.
Quando falamos em logística temos que falar claro de infraestrutura, sem ela a logística não consegue contribuir de forma satisfatória. Os gargalos logísticos impedem uma série de realizações que minimizariam custos, reduziriam impacto ambiental, racionalizariam recursos, mas muitas vezes os profissionais de logística ficam de mãos atadas, sem alternativas eficientes para entregar os produtos de uma forma mais dinâmica e menos dispendiosa. A busca é constante por novas soluções, novas maneiras de manusear, movimentar, transportar produtos, matérias-primas, equipamentos e tecnologia, às mais variadas regiões do planeta, mas o investimento é essencial para que possamos tomar decisões que melhor justifiquem a direção empresarial em torno da produção limpa, verde e a práticas sustentáveis que levem à economia de energia, de recursos não renováveis, menos emissões de gases do efeito estufa, com enfoque ao desenvolvimento sustentável.
Sistemas logísticos amplos estão hoje sendo pesquisados como uma alternativa a mais para as empresas se desenvolverem efetivamente, sustentadas por pilares que levem equilíbrio em suas ações. As lojas virtuais são um exemplo claro da disponibilidade que as novas transações pedem, em uma época que as pessoas não tem mais tempo, devido à numerosa quantidade de lojas que vendem um mesmo produto, assim fica muito mais fácil pesquisar e comprar pela internet e para isso complexos logísticos inteligentes são importantíssimos para a continuidade destas empresas, facilitando e muito a vida dos clientes.
Como faremos para despachar nossos produtos em um futuro próximo, será que o modal rodoviário irá continuar sendo utilizado como o principal nos próximos anos, o mais procurado, ou que teremos procura maior por outros que sejam mais econômicos, rápidos, confiáveis e que agridam menos o meio ambiente?
O mais importante é que as empresas tenham opções de transporte modernas, ágeis, bem desenvolvidas, confiáveis, íntegras, desembaraço mais rápido nas aduanas, melhor estrutura e segurança aos caminhoneiros, redução da carga tributária, principalmente para as Micro e Pequenas Empresas (MPEs), ficando a cargo dos gestores a melhor escolha, dependendo do negócio, do produto, da necessidade do cliente, pré-requisitos que tornariam como exemplo o Brasil muito mais competitivo no cenário mundial.
Mas a dura realidade nos mostra que enquanto não tomarmos decisões abrangentes, com seriedade, continuaremos reféns do capital estrangeiro, principalmente por meio de investimento indireto e das empresas transnacionais, detentoras de uma parcela substancial de mercado em nosso país.