Archive for agosto, 2010
Evolução Logística no Brasil
Desde inicio, no século III a.C., na Grécia, conceituavam-se que Logística é a arte de calcular (aritmética aplicada). Há milhares de anos, o conceito tem tudo haver com o principal propósito da Logística, nos conceitos atuais (redução de custo sem perdas de eficiência no atendimento e qualidade do produto). No inicio do século XVII, na França, foi introduzida pela primeira vez no mundo, o conceito logístico na guerra, em função dos crescentes problemas operacionais, criando assim a patente de General de Lógis (do verbo francês lôger, que significa alojar).
“Parte da arte da guerra que trata do planejamento e organização do alojamento, equipamento, transporte de tropas, produção, distribuição, manutenção e transporte de material bélico e de outras atividades não combatentes relacionadas (definições do Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa Caldas Aulete)”.
Um dos primeiros homens da história a utilizar bem as estratégias da Logística foi Alexandre o Grande, que com um exercito de 35.000 homens, chegava á abater os exércitos inimigos de até 60.000 homens, perdendo apenas 110 homens, usando as estratégias Logísticas. Esse trouxe inspirações para outros heróis da historia como Napoleão, Luiz XIV, entre outros, que fez da Logística uma estratégia de guerra.
Só no inicio do século XIX, a Logística foi reconhecida do ponto de vista acadêmico, passando a ser estudada como ferramenta estratégica e introduzida nas organizações, após algumas modificações, do conceito original. (arte de guerra). No Brasil, a Logística surgiu no inicio da década de 80, logo após a explosão da Tecnologia da Informação. Surgiram algumas entidades dando enfoque a Logística como: ASBRAS (Associação Brasileira de Supermercados), ASLOG (Associação Brasileira de Logística), IMAM (Instituto de Movimentação e Armazenagem), entre outras, que tinha a difícil missão de disseminar este novo conceito, voltado para as organizações. Segundo á ASLOG, o conceito de Logística já definido como, o “Processo de planejar, implementar e controlar eficientemente, ao custo correto, o fluxo e armazenagem de matéria-prima, estoque durante a produção e produtos acabados, desde do ponto de origem até o consumidor final, visando atender os requisitos do cliente.” Quanto ao seu processo de evolução até os dias atuais, podemos relatar: • Na década de 80, apenas com o foco nas metodologias e modais de transportar, e armazenar. • Na década de 90, começaram a se fazer cálculos, pois daí iniciou o conhecimento cientifico, estudos das relações, dispersões, movimentos etc., com foco em Administração de Matérias, Distribuição, Movimentação e Armazenagem de Matérias. • Hoje muito mais complexo e amplo, com foco em Controle, Planejamento, Tecnologia da Informação, Finanças e Serviço ao Cliente. Todas essas evoluções, aliadas ao processo de globalização, trouxeram novos desafios para as organizações, que é a competitividade no mercado globalizado.
Daí surge á necessidade de se produzir e distribuir á custos mais adequados, sem perda de eficiências e qualidades do produto. A nova realidade exigiu uma mudança de comportamento nas organizações, chegando a fusão de algumas, como foi o caso da AmBev (Companhia de Bebidas das Américas) que juntou as três principais marcas de cervejas do mercado, e tudo isso só foi possível mediante ao estudo de viabilidade Logística, fazendo assim com que as três marcas fossem produzidas em unidade fabris únicas espalhadas pelo Brasil, utilizando as mesmas tecnologias e mão de obra, este processo levou ao fechamento de algumas unidades fabris e uma seleção natural da mão-de-obra.
Isso valeu o posicionamento entre as três maiores do mundo, tirando do ranking empresas tradicionais do Sistema Pilsen. A tecnologia tem um papel fundamental na evolução Logística, com o surgimento dos ERP´s (Enterprise Resource Planning ou Planejamento dos Recursos do Negócio) – esse trata da integração dos departamentos das organizações, facilitando assim o controle e planejamento; WMS´s (Warehouse Management Systems ou Sistemas de Gerenciamento de Armazém) – utilizado para controlar e otimizar a movimentação de mercadorias; Os sistemas de Rastreamentos (tecnologia embarcada) – utilizado para rastrear as unidades móveis de diversos tipos modais; Roterizadores – utilizados para otimizar as rotas, proporcionando a menor dispersão de tempo e quilometragem possível; Etiquetas RFID (Radiofrequency Identification Data ou Identificação Via Radiofreqüência) – Conhecido também como etiquetas inteligentes, utilizado para comunicação e identificação de produtos, via rádio freqüência, bem como a separação de mercadorias por comando de voz, que utiliza a tecnologia RFID; RFDC – Radiofrequency Data Collection ou Coleta de Dados por Radiofreqüência; entre outros, esses três últimos com ajuda da microeletrônica que desde 1968 a USP (Universidade de São Paulo) vem desenvolvendo pesquisa para o avanço tecnológico.
Essas tecnologias melhoraram bastante as relações entre fornecedores e empresas varejistas distribuidores e atacadistas, tornando possível interface na comunicação de dados, a ponto dos fornecedores controlarem on-line (tempo real) a necessidade do mercado, através do monitoramento dos estoques. Aliado as ferramentas de marketing de relacionamento que tem como finalidade principal controlar o consumo de cada cliente final, a exemplo da utilizada pelo grupo Wall Mart (Bom Club), pode se chegar á variadas característica de consumo de um determinado mercado. Hoje podemos arriscar á afirmação de que a Logística está bem servida de tecnologias no Brasil.
O ponto ainda vulnerável na Logística é o capital humano, que apesar do conceito, relativamente novo no Brasil, em função do pouco tempo, foi menos desenvolvido, que as tecnologias. As organizações chegam a ponto de ruptura do desenvolvimento por falta destes profissionais. Somente ao final da década de 90 surgiram as graduações e especializações e até mesmo os cursos de aperfeiçoamentos na área especifica.
Ainda hoje são mais utilizadas as experiências práticas que o conhecimento cientifico, o que não é suficiente para atender o mercado competitivo e exigente que busca sempre a excelência e a eficácia no atendimento, essa mão-de-obra, busca o conhecimento e especialização neste novo conceito, o que facilitará bastante em função da experiência prática, mas a existência de entidades para esse fim ainda não é suficiente e fica limitado aos grandes centros. Uma boa novidade foi á alteração da grade curricular de ensino de algumas graduações voltado para gestão de negócios, que possibilitou a inclusão da matéria de Logística. Enfim, a Logística por ser uma unidade de “despesas” é ainda a principal iniciativa de redução de custo de uma organização. Não se pode pensar em otimização dos recursos (produtividade), redução de custo, sem que não se pense em Logística antes. Daí a necessidade de aliar conhecimento, habilidade e atitude ao capital humano.
Notícia: ANTT e PRF autuam 4.260 veículos de transportadores
BRASÍLIA – A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) autuaram 4.260 veículos transportadores de carga nas rodovias do país. Isso corresponde a 15% dos 28,4 mil veículos que foram vistoriados durante a operação realizada entre os dias 9 e 13 de agosto, que procurou lembrar os transportadores e as empresas de transporte de cargas que é necessário fazer o recadastramento na agência reguladora.
A ausência de inscrição e de registro dos veículos foram as irregularidades mais encontradas. Elas corresponderam a 44% das autuações. A ausência de documentação foi a segunda maior causa das infrações, representando 38%.
A ANTT publicou em março do ano passado a Resolução 3.056/2009, que determina o recadastramento das empresas transportadoras, das cooperativas de transporte e dos transportadores autônomos de carga. A resolução definiu ainda as condições necessárias para que seja tirado o registro para fazer o transporte de carga nas rodovias brasileiras.
Uma das exigências da norma é que as empresas transportadoras tenham um responsável técnico, que responderá pela manutenção dos veículos e pelo treinamento dos funcionários. A resolução prevê ainda que o transportador autônomo e os responsáveis técnicos devem fazer um curso para ter conhecimentos básicos sobre o transporte de cargas.
Até julho deste ano, apenas 25% dos transportadores haviam se recadastrado na ANTT. A meta da agência é recadastrar mais de 1,1 milhão deles até o fim do ano. O recadastramento deve ser feito de acordo com as datas previstas para cada número final do registro, disponíveis no site da ANTT (www.antt.gov.br). As multas para quem não se regularizar variam de R$ 500 a R$ 5 mil.
Fonte: Jornal do Brasil
Sacolas retornáveis sem custos
O incentivo para que a população utilize sacolas retornáveis não é apenas uma questão de sustentabilidade, de preservação do meio ambiente, é antes de tudo uma questão de identificar os responsáveis pelos seus custos.
As campanhas publicitárias em prol do uso de sacolas retornáveis em substituição aos sacos plásticos, principalmente em supermercados, têm apresentado resultados pouco significativos. A bandeira dessas campanhas é o zelo pelo meio ambiente, a não degradação, a sustentabilidade do planeta.
Ocorre que o custo da sacola retornável deve ser pago pelo próprio consumidor. Em uma sociedade globalizada, na qual o consumo é incentivado durante 24 horas diárias, cada família precisaria de no mínimo 3 ou 4 sacolas retornáveis para transportar as compras de cada semana. E para as compras mensais serão necessárias muito mais sacolas.
O capitalismo é um sistema econômico com grande capacidade de mimetização; ele se reveste da cor e do jeito que quer ser visto pelos consumidores, de acordo com os interesses econômicos envolvidos. Consumir sacos plásticos e outras embalagens não degradáveis é muito ruim para a sustentabilidade do planeta, porque aumenta o volume de resíduos sólidos gerados e descartados nos lixões e aterros sanitários nem sempre ecologicamente estruturados, então por que não são criadas campanhas de educação ambiental a partir da fabricação de sacolas retornáveis financiadas através de parcerias entre o governo municipal, fabricantes de sacos plásticos e empresários de supermercados? Essas sacolas seriam entregues aos consumidores que realizassem compras no valor mínimo de R$ 50,00 (cinqüenta Reais).
Pode parecer uma ideia esdrúxula. Só parece, mas não é; porque os responsáveis pelos resíduos gerados na pós-venda e no pós-consumo dos produtos são os próprios produtores, não aqueles que consomem tais produtos. No interior do sistema capitalista, apesar do esforço para simular ausência de conflitos e apresentar sensação de bem estar coletivo, no nível individual sabe-se que as dificuldades não acabam e nem diminuem. Portanto, fazer propaganda para incentivar a utilização de sacolas retornáveis é uma prática social política e ecologicamente correta, mas os custos das sacolas não devem ser transferidos aos consumidores, mesmo porque serão utilizadas para transportar produtos comprados e pagos pelos consumidores, com toda a carga de impostos.
Reduzir a quantidade de sacos plásticos lançada no meio ambiente é uma necessidade social; evitar o aumento da emissão de dióxido de carbono com o aumento dos resíduos sólidos nos lixões é um dever social. Logo, utilizar sacolas retornáveis para diminuir a velocidade do aumento do efeito estufa é uma prática social, mas não deve aumentar os custos de cada indivíduo.
E se alguém pensa que sacola retornável representa ícone do século XXI está equivocado, porque até o final da década de 70 as pessoas iam aos armazéns, mercados, feiras, tabernas, vendas e quitandas e levavam sacola, ou mocó, ou bornal ou bocapio ou bolsas com nomes de acordo com a região, para carregar as compras. Na época, o consumismo era mínimo e a logística reversa não representava ganho de competitividade às empresas.
Assim, o processo de criação da cultura do uso de sacolas retornáveis será lento e passa pela necessidade de provocar os ideais capitalistas para que os empresários assumam as suas parcelas de custos na fabricação das mesmas. Que os fabricantes de sacos plásticos alterem os seus processos produtivos, invistam em tecnologias e descubram matéria-prima menos prejudicial ao meio ambiente do que o plástico; que eles produzam sacolas retornáveis ou algumas embalagens com material biodegradável, de forma a descartá-las no meio ambiente sem prejuízo, após terem sido utilizadas para carregar produtos.
Sustentabilidade acima de tudo, principalmente no uso do dinheiro de cada indivíduo, porque somente assim é possível continuar pagando pela satisfação das necessidades individuais e familiares. Depois será muito mais fácil cuidar da sustentabilidade do planeta, principalmente se as sacolas retornáveis forem adquiridas a custo zero.
Por Evandro Brandão Barbosa, professor universitário em Manaus-AM. Mestre em Educação, Administrador e Economista. Email: evandrobb@bol.com.br
A Origem da Logística: a Arte da Guerra


Desde os tempos bíblicos, os líderes militares já se utilizavam da logística. As guerras eram longas e geralmente distantes. Eram necessários grandes e constantes deslocamentos de recursos. Para transportar as tropas, armamentos e carros de guerra pesados, aos locais de combate, era necessário: o planejamento, organização e execução de tarefas logísticas. Tarefas estas que envolviam a definição de uma rota que nem sempre era a mais curta, pois era necessário: ter uma fonte de água potável próxima, transporte, armazenagem e distribuição de equipamentos e suprimentos. Na antiga Grécia, Roma e no Império Bizantino os militares com o título de Logistikas eram os responsáveis por garantir recursos e suprimentos para a guerra.
O Almirante Henry Eccles, em 1945, ao encontrar a obra de Thorpe empoeirada nas estantes da biblioteca da Escola de Guerra Naval, em Newport, comentou que se os EUA seguissem seus ensinamentos teriam economizado milhões de dólares na condução da 2ª Guerra Mundial.
Eccles, Chefe da Divisão de Logística, na Campanha do Pacífico, foi um dos primeiros estudiosos da Logistica Militar, sendo considerado o “pai da logística moderna”. Até o fim da Segunda Guerra Mundial a Logística esteve associada apenas às atividades militares. Após este período, com o avanço tecnológico e a necessidade de suprir os locais destruídos pela guerra, a logística passou também a ser adotada pelas organizações e empresas civis.
Fonte: Rodrigo Mendes
Logística e Marketing – A importância da integração organizacional entre estas duas áreas
Este artigo considero vital para as organizações, pois será comentado da importância de uma integração organizacional entre LOGÍSTICA E MARKETING. Para crescer neste ambiente competitivo, as organizações devem buscar respostas objetivas e concretas para as seguintes questões: O que é um bom cliente para nossa empresa? Qual o perfil do bom vendedor? Como realizar uma venda lucrativa? Por que estamos perdendo tantos clientes? Afinal, do que precisamos para ter um excelente atendimento aos nossos clientes?
A princípio, acredita-se que simplesmente encaminhar os colaboradores da área de marketing (Comercial) para cursos de treinamento de curta duração em técnicas de vendas seja o suficiente. No entanto, nem sempre os clientes sentem-se totalmente satisfeitos com os produtos e serviços que adquirem.
O serviço ao cliente, como um todo, deve ser o resultado de todas as atividades logísticas que envolvem a organização. E nesse aspecto, a organização deverá decidir qual o nível de serviço quer oferecer aos seus prospects para alcançar seus objetivos estratégicos. Deve-se saber que quanto maior a expectativa gerada no cliente mais eficaz deverá ser sua logística empresarial.
As empresas devem evitar o descrédito e perda de confiança, seja por parte dos clientes, fornecedores ou de seus colaboradores. Quando isso ocorre, são altos os custos envolvidos no processo, fortes os desgastes emocionais e graves problemas de relacionamento interpessoal entre os colaboradores. E ainda assim, não se garante que a imagem da empresa não saia danificada.
Do que adianta destinar grandes verbas para propaganda, treinamentos em vendas para conquistar e manter clientes, se a organização não investir em qualificação da mão-de-obra produtiva e nos outros recursos de transformação, ou seja, máquinas, equipamentos, transportes e instalações que envolvem todo o sistema logístico da organização?
Nenhuma organização poderá oferecer um excelente atendimento ao cliente pensando isoladamente em vendas e marketing. Deve, sim, considerar toda a cadeia logística da qual faz parte, considerando o planejamento logístico como um elemento de maximização de lucro, em vez do ponto de vista de minimização dos custos.
E então, como está nossa produtividade na recepção, armazenagem e movimentação de materiais? A flexibilidade no processo produtivo é competitiva? O processo de separação de pedidos é eficiente? Existem muitos erros na emissão das notas fiscais? Os estoques de embalagens para expedição estão sob controle? O cliente dispõe de mão-de-obra qualificada para receber nossa mercadoria sem riscos de danos? As respostas para essas perguntas, provavelmente, irão auxiliar você a reformular sua estratégia logística.
