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A Nova Realidade Logística e Competitiva entre as Empresas

Nova Realidade LogísticaNas décadas passadas, principalmente as de 60 e 70, o foco principal do gerenciador logístico era a redução de custos. Esse objetivo foi alcançado com uma sensível redução de custos logísticos, mediante novos conceitos e utilização intensiva de tecnologia. Porém, atualmente, é necessário mais que redução de custos. Com a transformação da era industrial para a era da informação, será exigido do profissional de logística que ele foque não somente na redução de custo, mas também na criação de valor.

Por outro lado, a mudança do ambiente econômico, com abertura de novos mercados, globalização e crescimento das aquisições tem chamado a atenção de muitas organizações em como melhorar seus produtos e serviços por meio de uma rede complexa de fornecedores, manufaturas e intermediários. Deste modo, a única certeza sobre o ambiente de negócios é que ele continuará mudando. Isto requer uma procura incessante das empresas por novas preposições de valores de maneira a ter uma relação orientada a dar valor aos clientes. Portanto, em mercados competitivos, alcançar uma vantagem concorrencial pela diferenciação do desempenho do produto é difícil, uma vez que os maiores participantes do mercado têm produtos com desempenho similar. Do mesmo modo, a paridade de preço pode ser alcançada com surpreendente facilidade. No entanto, a empresa pode ter um impacto positivo na satisfação do cliente ao prover serviços logísticos acima do padrão, não sendo facilmente copiáveis, mas que, muitas vezes, são ignorados como uma ferramenta competitiva. Em outras palavras, a relação entre fornecedores e compradores baseada somente no fator preço não é mais apropriada no gerenciamento da cadeia de suprimentos.

Por Jorge Verissimo Pereira

08/10/2009 at 5:30 am Deixe um comentário

Racionalizando os Custos com uma Nova Política de Suprimentos

Atualmente, tanto indústrias quanto distribuidores estão enfrentado o desafio de entregar aos seus consumidores uma maior variedade de produtos para satisfazer as suas necessidades, competindo em determinados nichos de mercado. Há, desta maneira, uma necessidade de customização de produtos para consumidores  mais exigentes e seletivos. Desta forma,  a cadeia de suprimentos tanto do elo Indústria quanto do Distribuidor deve ser flexível para responder prontamente a mudanças rápidas na demanda do mercado e  na variedade de produtos e/ou serviços, para que a customização não seja de forma demorada ou com alto custo.

Portanto, a cadeia de suprimentos deve ser voltada para a fabricação e disponibilização de produtos de acordo com a colocação dos pedidos em um sistema PULL, isto é, a produção e disponibilização de produtos pelo distribuidor conforme a demanda, e não com sistema tipo PUSH, onde a produção e disponibilização dos mesmos se da por prognóstico de vendas que muitas vezes não são acurados. Com o segundo sistema, tenta-se “empurrar” as vendas, conforme o estoque já estabelecido. Isto gera altos custos de estoque, aquisições de materiais desnecessários,  e insatisfação de clientes com conseqüente perda da lucratividade e competitividade da empresa.

Alguns dados representativos das maiores empresas mundiais publicada na revista  FORTUNE 500 revelam que:

  • Suas previsões de demanda têm somente 50% de acuidade;
  • Devido a volatilidade do mercado, mesmo com previsões acuradas na época da sua coleta, a demanda do mercado geralmente já as alterou;
  • A grande variedade de produtos aumentou ainda mais a chance de produtos ficarem obsoletos e gerarem mais custos de armazenagem e estoque; e
  • O custo médio do estoque por mês de 1960-2000 geraram um custo de 2% , o que em 5 meses acaba por corroer toda a margem de lucratividade da empresa.

Outro dado importante vem do US Department of Commerce que indica que o valor do estoque médio das empresas americanas é  da ordem de 1,3 vezes as vendas.  Isto significa que uma empresa com vendas de $ 3 milhões tem  estoque médio de $4 milhões, gerando custos anuais de $ 1 milhão.

Portanto, é  imprescindível que as empresas analisem seu portifólio de produtos e a maneira com que elas lidam com sua cadeia de suprimentos para que sua lucratividade e nível de serviço não tirem sua competitividade e viabilidade a médio e longo prazo.

24/08/2009 at 2:27 pm Deixe um comentário


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