Posts tagged ‘Inventário’

Prevenção de perdas: eu preciso de inventário terceirizado?

Quando falamos de prevenção, a palavra nos remete, talvez, ao termo ‘cautela’. Podemos entender que tal cautela pode ser tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Vamos abordar aqui especialmente o aspecto corporativo, onde a cada dia, a competição acirrada nos faz buscar alternativas para prevenir erros, elaborar melhores estratégias e alcançar resultados. Posso garantir que ainda não há nada milagroso que possa, com pouco esforço e em pouco tempo, gerar grandes benefícios. No entanto, podemos voltar ao cerne da questão: prevenção das perdas. Assim, chegaremos às razões pelas quais você perceberá que precisa – e muito – de um inventário terceirizado.

Pensando em modo geral, falamos em margens cada vez mais limitantes nos negócios que deixam pouca massa de manobra para qualquer executivo – e toda equipe – ter a oportunidade de erros, de quaisquer proporções. Especialmente no varejo. Pensando em alternativas para ir além das margens e ainda sim, apresentar melhoria de resultados, iniciou-se em meados de 90 a política de Prevenção de Perdas no Brasil, advinda da experiência nos EUA com resultados de excelência em suas práticas no varejo americano. Deste então, grandes varejistas brasileiros têm investido no setor para minimizar suas perdas operacionais, rever processos, treinar e reciclar equipe, elaborar meios de prevenir furtos internos e externos, aperfeiçoar técnicas de segurança e demais atividades que envolvam toda cautela com os produtos estocados.

Atualmente, falamos de prevenção de perdas em diversos segmentos, não se limitando somente ao mercado alimentício, como em princípio, mas sim, em farmácias, atacados, mercearias, supermercados de todo tamanho, hortifruti, lojas de departamento, materiais de construção, operadores logísticos, papelarias e muitos outros. Onde há estoque, há necessidade de monitoramento, controle e melhorias constantes.

De acordo com a 9º pesquisa de Avaliação de Perdas no Varejo do GPP/ PROVAR (Grupo de Prevenção de Perdas), 2,05% do faturamento líquido das empresas em 2008 foram perdidos em razões desconhecidas. Muitas delas são operacionais, dependem de treinamento ou que previnam erros rotineiros.

Ou seja, num exemplo, estamos falando da situação em que uma loja, com faturamento líquido de R$ 80.000,00 em período X, perde, sem saber, aproximadamente R$ 1.640,00 em erros de processos internos durante tal período. Isso nos leva a tomada rápida de uma decisão: buscar ferramentas para PREVENIR essas ocorrências e monitorá-las radical e diretamente. O acumulado em 1 ano reflete em perdas de quase R$ 20.000,00 no lucro líquido. Traduzindo: você está perdendo dinheiro!

Para que este controle possa ser realizado, sugiro que o responsável por esta tarefa primeiramente estude e consulte – além do sistema da loja – a estimativa de peças que se tem no negócio. É importante que se identifique os possíveis meios por onde se escoem os lucros. Mesmo assim, ainda falta uma importante ferramenta para diagnosticar as causas. Para maior precisão, vamos uma etapa fundamental: contagem do estoque. Esta contagem pode ser entendida pelo termo ‘inventário’.

O inventário passou a ser uma ferramenta para análise de diversas áreas na empresa, além de prevenção de perdas, como compras, operações, logística, financeiro, contabilidade entre outras mais.

Muitos varejistas me dizem: ‘eu vivia sem o inventário – balanço, no dito popular – até ontem, por que preciso realizá-lo agora?’ E eu explico: somente com a contagem apurada do estoque, é possível saber quanto realmente se tem; quanto só está no sistema e fisicamente já não mais existe; erros de processo, cadastramento, de fornecimento, ajustes indevidos, enfim, gerar ações preventivas para evitar o escoamento da receita. A partir daí, é possível gerar diversas ações, elaborando normas internas, políticas, acompanhamento destes indicadores e aprimorando conhecimentos do negócio.

Para uma empresa começar a se preparar para realizar um inventário, sugiro alguns passos internamente antes contratação do serviço:

- Arrumação: Arrumar o local (loja, depósito, CD) não somente para o inventário, mas também para melhorar o desempenho no dia-dia. Uma boa arrumação por códigos nas gancheiras, por exemplo, ajuda tanto clientes durante a compra quanto repositores, evitando o erro de colocar um produto no local inadequado. Produtos arrumados por pallets no depósito ajudam o rápido abastecimento da gôndola, sem deixar ‘buracos’ perceptíveis. Invista tempo e treinamento na arrumação tanto para o dia-dia e especialmente para o inventário. Certamente, um local com estocagem organizada e arrumada, refletirá em seu resultado de contagem.

- Estimativa de peças: Busque dados, investigue as quantidades no sistema, questione operações, gerente, compras. É importante que se tenha um número norteador para iniciar um projeto de inventário e melhorar os indicadores a partir de então.

- Confira codificações: Todos os produtos estão codificados? Todos com códigos de barras? Se não, os códigos internos são visíveis, de fácil acesso e estão corretamente inseridos no sistema? Analise com antecedência se tudo que é comercializado/ movimentado tem seu código atrelado. Caso você tenha dificuldades em codificar produtos, endereçá-los, transformá-los em códigos de barras, saiba que existem empresas que promovem soluções para isso.

- Dedique toda concentração para exercer este trabalho: Sugiro que haja programação para realizar o inventário numa noite, por exemplo, assim, você não perderá vendas e poderá dedicar concentração e acompanhamento a esta atividade. Procure realizar inventário após ter feito devoluções e cortes, assim, o volume para contagem será menor e o processo ocorrerá com maior agilidade e transparência.

- Cadastro de produtos: Para realização de um inventário terceirizado, é importante saber que trabalha-se com o cadastro de produtos do cliente. Esta base de informações será confrontada a cada ‘bip’ de produto, garantindo assim que tudo o que for visualizado, será coletado eletronicamente com agilidade e segurança, sem inversão de códigos, digitação de produtos que não estão fisicamente. Depois de finalizadas estas etapas, você já tem toda condição para contratar um inventário imparcial, rápido e seguro para prevenir suas perdas.

Terceirizar esta atividade proporcionará segurança com total isenção de resultados num processo tão criterioso e essencial. O projeto de inventário terceirizado pode ser desenvolvido a todo tipo de cliente, necessidade, tamanho e estrutura.

Fonte: Tatiane Silva é Gerente Comercial de Novos Negócios Wis/ Boucinhas & Campos Inventários – tatiane_silva@wisbbc.com.br – Fonte: Portal Prevenir Perdas

09/06/2010 at 7:00 am Deixe um comentário

PERDAS NO VAREJO

Para termos a dimensão exata dos impactos gerados pelos desperdícios para o  negócio, façamos um exercício de imaginação. Suponhamos que um gestor hipotético resolva fazer os inventários da loja apenas com a equipe interna e sem conhecimento do procedimento adequado.

Ao longo do inventário (que terá exigido um dia de loja fechada e durado aproximadamente 48 horas), as embalagens individuais de pilha AA foram contadas cinco vezes a mais, apesar de não existirem em estoque.

Em contrapartida, as lâminas de barbear, com excesso de itens em estoque, não foram contabilizadas.

Os dois dados, imprecisos, foram atualizados no sistema de gestão de estoque e, com base nas informações “fidedignas” do inventário caseiro, os compradores iniciaram a negociação e o processo de compra com os fornecedores, que, em seguida, enviaram os produtos às lojas.

A situação descrita acima, realidade em grande parte do varejo nacional, mostra a ocorrência de pelo menos quatro perdas inter-relacionadas: capital, material, oportunidade e tempo.

A primeira, ao executar o inventário sem o devido preparo e o procedimento adequado, fez com que a loja desperdiçasse tempo, com diversos funcionários envolvidos em uma operação ineficiente. Além disso, a loja fechada foi responsável por perdas de capital e oportunidade.

Após a contagem errada e a (in)devida atualização no sistema, os compradores tomaram decisões erradas, que acarretaram mais dispêndio de tempo, comprando um lote de produtos existentes na loja e não comprando itens fora de estoque, por achar que estes já estavam na loja, gerando mais uma perda de capital.

Ao receber e armazenar estes produtos, a loja acabou gastando mais capital. Mal informada sobre o excesso de estoque de pilhas AA, a área de marketing lança um encarte para promover o produto. Atraído pela promoção, um determinado consumidor vai à loja e se depara com a falta do produto procurado – a chamada ruptura – gerando mais uma perda: a de oportunidade.

Finalmente, um colaborador mal-intencionado, sabedor da falta de controle por parte da matriz – e acredite, isso acontece – furtou algumas cartelas de lâminas de barbear, gerando desperdício de material.

Menos fictícia do que parece, a situação descrita acima confirma um movimento regressivo no sentido de prever e prevenir o desperdício no varejo, comprovado pelo levantamento FIA/USP, que mostra aumento de cerca de 8% no índice de perdas entre 2005 e 2006.

Obviamente, falar em desperdício zero é algo utópico. Contudo, o índice de perdas pode ser drasticamente reduzido, se houver a adoção de serviços especializados, realizados de forma profissional. Como exemplo, posso citar quatro operações importantes: 1 – inventário: se realizado de forma metodológica e por profissionais capacitados e idôneos, permite a mensuração confiável da diferença exata entre estoque físico e a informação contábil de estoques, essencial para garantir uma operação sem sobressaltos; 2 – checagem de mercadorias (IRM) no envio pelo CD e na recepção nas lojas: apresenta uma fotografia do seu processo logístico e eventuais perdas na cadeia; 3 – contratação de auditorias operacionais permanentes: dá a medida exata dos gaps entre o processo teórico e o prático; 4 – uso de serviços como o Cliente Oculto: contribuem com a identificação e a prevenção de possíveis perdas de oportunidade.

Autor: Claudio Landsberg

26/05/2010 at 7:00 am 1 comentário

Curso: Inventário de Classe Mundial: Como Otimizar Custos e Melhorar o Nível de Serviço

JOVE E SINDIPEÇAS EM PARCERIA PARA OFERECER O MELHOR EM TREINAMENTO

ÚLTIMOS DIAS PARA INSCRIÇÕES

Objetivos: Apresentar aos participantes ferramentas e processos de gestão de estoque que melhorem o nível de serviço ao cliente com custos otimizados.

Público-Alvo: Profissionais que busquem atualização de seus conhecimentos e profissionais que queiram adquirir conhecimentos fundamentais para  melhorar os resultados de suas empresas. Diretores, Gerentes, Chefes, Supervisores e Profissionais ligados e/ou interessados na área de logística.

Programa:

  • Conceitos básicos de gerenciamento da Cadeia de Suprimento;
  • A hierarquia de planejamento;
  • O processo de Sales & Operations Planning;
  • Melhores práticas para o sucesso do processo de S&OP;
  • Materiais x Produção – Ferramentas para melhorar o relacionamento dessas áreas;
  • Materiais x Comercial – Ferramentas para melhorar o relacionamento dessas áreas;
  • O processo de Master Production Schedule;
  • O processo de Material Requirements Planning;
  • Ferramentas de Planejamento – ERPs e APSs.

Data: 28 de maio

Carga Horária: 8 horas

Horário: das 8h30 às 17h30

Instrutor: Ricardo Hamad – Graduado em Engenharia Mecânica Aeronáutica pelo ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Cursando o doutorado em “Engenharia de Transportes” e possui mestrado em “Sistemas Logísticos”, ambos pela Escola de Engenharia Politénica da USP. Mais de 20 anos de experiência profissional atuando no gerenciamento da cadeia de suprimentos (logística de abastecimento, produção e distribuição, inclusive comércio exterior) atuou como executivo de grandes empresas privadas, tais como: Promon Eletrônica, Ericsson, Monsanto do Brasil e Grupo Unigel exercendo funções de diretor de suprimentos e logística. Vasta experiência no desenvolvimento e na implantação de sistemas, inclusive tendo implantado sistemas ERP na Monsanto (MFG/PRO, SAP) e na Ericsson (SAP). Experiência na implantação de sistemas corporativos, com projetos realizados em várias empresas dos segmentos químicos, tecnologia e informática e Telecom. Professor universitário de pós-graduação em logística empresarial, logística reversa e distribuição física na FAAP. Instrutor de cursos para certificação da APICS e dos cursos do PROMINP, programa idealizado pelo ministério das Minas e Energia e patrocinado pela PETROBRÁS para capacitação de profissionais para atuar na área de petróleo e gases. Um dos fundadores e líderes do fórum de “Lean Manufacturing” do Vale do Paraíba. Atua como consultor e palestrante da Jove Logística.

Local: Av. Santo Amaro, 1.386 – Vila Nova Conceição – SP

Maiores informações e inscrições  aqui no site da Sindipecas

22/05/2010 at 8:00 pm Deixe um comentário

Custos Logísticos I

1-Introdução:

Os custos logísticos representam um tipo de custo muito significativo dentro das empresas que são identificados nos estoques, inventário, embalagem, fluxo de informações, movimentação, aspectos legais, planejamento operacional, armazenagem e serviço ao cliente, até suprimentos, transportes e planejamento estratégico. A ABML estima que o custo logístico em uma empresa pode equivaler a 19% do seu faturamento. Assim é de suma importância para a empresa saber identificar e mensurar esse tipo de custo que pode significar muitas vezes a própria existência da empresa.

A necessidade de adoção pelas companhias de uma abordagem integrada para o gerenciamento de informações dos custos, da produção até a distribuição, desencadeou mudanças nos sistemas convencionais da contabilidade de custos, deixando para trás sua metodologia tradicional, com o objetivo de identificação dos reais custos de produção até sua distribuição final.

A falta de informações sobre custos e uma das maiores causas para a dificuldade que muitas companhias tem no processo de adoção de uma abordagem integrada para a logística e para o gerenciamento de distribuição.

2-Desenvolvimento

Os problemas surgidos em níveis operacionais resultantes do gerenciamento logístico, advêm dos impactos diretos e indiretos de decisões específicas. Frequentemente, acontece que na tomada de uma decisão numa determinada área, podem ocorrer resultados imprevistos em outras áreas, influenciando os padrões de pedido dos clientes e provocando custos adicionais.

O mais importante é o conhecimento do tomador de decisão sobre a informação disponibilizada. É preciso saber o que está  sendo considerado no modelo e conhecer suas limitações.

O gerenciamento de custos logísticos pode ser mais ou menos focado de acordo com o objetivo desejado. Desta maneia, é possível desenvolver um sistema para atender apenas uma atividade, um conjunto de atividades ou até mesmo todas atividades logisticas da empresa. No entanto, é importante perceber que o aumento do escopo pode repercutir na falta de foco. Daí a necessidade de direcionar o sistema para o tipo de controle ou decisão que se pretende apoiar.

No Brasil os grandes empecilhos à produtividade e à conseqüente redução de custos logísticos estão na infra-estrutura do país, principalmente de transportes, portuária e alfandegária, e os impostos em cascata, que inviabilizam muitas soluções logísticas.

A seguir falaremos um pouco mais de alguns dos custos logísticos.

2.1-Custo de Armazenagem

São aqueles aplicados nas estruturas e condições necessárias para que a empresa possa guardar seus produtos adequadamente. Podemos citar como exemplo aluguel de armazenagem, aquisições de paletes, custo com pessoal de armazenagem, etc. Os custos de armazenagem são gerados pela produção que não e vendida, assim ira impactar negativamente o resultado. O armazenamento consome espaço, demanda movimentação dentro da fábrica, pode danificar o material, e torná-lo obsoleto, gerando custo de manutenção do capital.

2.2- Custos com Estoques

São aqueles gerados a partir da necessidade de estocar os materiais. Investir em estoque custa dinheiro, empata capital e enfatiza a questão do custo de oportunidade, que nada mais e do que o valor que a empresa perde imobilizando o capital em estoque em vez de aplicar no mercado financeiro, ganhando a remuneração dos juros. Além disso os estoques podem prejudicar o fluxo da produção. A decisão de manter estoques pode ocultar problemas, dificultar o controle, ocultar os desequilíbrios existentes na capacidade das instalações, minimizando assim as possibilidades de melhora. Existem também outros custos com estoques como as perdas e roubos, a própria depreciação dos materiais, etc.

Para reduzir os custos de armazenagem e estoques e necessário: reduzir o lead time de produção e abastecimento; sincronizar as entregas de materiais e componentes com o setor produtivo; maior rapidez no recebimento dos pedidos e criação de um network informativo; concretização e integração das bases de distribuição física; redução dos tempos de planejamento da produção e elaboração de planos a ciclos breves.

2.3- Custo com Transporte

Geralmente, os custos de transportes alcançam cifras consideráveis. Em quase todas as empresas, esse custo incide de 1 a 2% sobre o faturamento total; de acordo com os produtos ou clientes; às vezes, chega-se a 7%. Esse custo geralmente da origem às despesas com frete que esta incluída no preço. Todas as despesas relacionadas à movimentação de materiais fora da empresa podem ser consideradas custos com transportes. Enquadram-se aqui os custos com a depreciação dos veículos, pneus, combustíveis, manutenção, etc. É importante também que se diga que os custos de transportes representam 59% dos custos logísticos, seguido pelos custos gerais (juros, impostos, obsolescência, depreciação, seguros), com 28%, e outros custos (armazenagem, despacho, administração), de 13%.

A seguir, serão ilustrados algumas das potencialidades do gerenciamento de custos nos três macros processos logísticos:  Suprimento, apoio à manufatura e distribuição física.

No suprimento, uma ferramenta de custeio pode favorecer no critério de seleção de fornecedores, na definição dos tamanhos dos lotes de compras e na determinação da política de estoques. No passado, a função compras era avaliada em função do preço de compra dos insumos. Desta forma, sua preocupação estava voltada para obter o menor preço, e o serviço prestado por esses fornecedores era colocado em segundo plano. Assim muitas vezes as empresas eram obrigadas a trabalhar com elevados níveis de estoques, a fim de garantir o suprimento da linha de produção.

Hoje existe uma transformação conceitual neste processo, uma vez que o preço de compra passa a ser visto apenas como um dos custos de aquisição, que considera os custos de colocação do pedido, transporte, recebimento e estoque de materiais. Desta maneira, é possível identificar fornecedores, que mesmo não sendo lideres em preço consigam oferecer um produto a um custo mais baixo, por oferecer um sistema com maior freqüência de entregas, alta disponibilidades de produtos e menor índice de devoluções.

Na produção – para a logística, a ferramenta de custos de produção deve estar voltada às necessidades do planejamento e controle da produção, a fim, de apoiar decisões referentes aos tamanhos de lotes e alocação da produção entre as plantas e as linhas de produção.

Para isso, o sistema deve possibilitar a simulação de diferentes políticas de produção para perceber como se comportam os custos diante destas modificações. Além disso, este sistema deve alocar os custos indiretos de maneira não distorcida para que se possa custear os produtos e assim mensurar a rentabilidade não só dos produtos, como também dos clientes.

Vejamos um exemplo desse sistema, com uma empresa nacional produtora de bens de consumo não duráveis:

Sua vantagem competitiva estava baseada na economia de escala, dada pelo seu alto volume de produção. Buscando manter a liderança ela começou a aumentar a variedade de produtos. Como esta empresa não tinha um sistema de custeio eficaz, os custos eram alocados de acordo com o volume de produção, de maneira que produtos com alto volume de produção subsidiavam os de baixo volume. Com resultado do aumento de custos os preços foram aos poucos sendo reajustados.

O problema e que seu maior cliente que consumia uma variedade pequena de itens, passou a pagar o custo da grande variedade. Assim esse cliente resolveu mudar de fornecedor. A perda desse importante cliente fez com que a companhia perdesse escala, aumentando ainda mais os seus custos, o que levou a rever seu sistema de custos e sua política de preços para se manter no mercado.

Na distribuição física – pode ser um sistema abrangendo todas as atividades desde a saída da linha de produção até a entrega. O importante neste tipo de sistema e conseguir o rastreamento dos custos através da estrutura logística, evitando o rateio indiscriminado de custos. Assim e possível mensurar custos dos canais de distribuição dos clientes e até mesmo das entregas.

Esta informação e primordial para analises de rentabilidade, que por sua vez deve ser utilizada pelo pessoal da área comercial no processo de segmentação da carteira de clientes. Desta forma o nível de serviço pode ser estabelecido não só em função da necessidade dos clientes, mas também em função da rentabilidade que esses propiciam para a organização.

Uma empresa benchmarking em distribuição física no Brasil desenvolveu um sistema piloto, o qual permite observar como os custos de atendimento – venda, processamento de pedido, estoque, armazenagem e entrega variavam em função da região geográfica, do canal de atendimento e também em função do tamanho da encomenda. Desta maneira, foi possível estabelecer volumes mínimos de entrega para cada região e canal de atendimento.

Está ferramenta também possibilitou observar que partes dos clientes atendidas por um sistema diferenciado muitas vezes não eram rentáveis para a companhia. Além disso, permitiu selecionar quais clientes deveriam ser atendidos diretamente e quais deveriam ser atendidos através de distribuidores.

A relevância de uma atividade no processo logístico e a sua necessidade de controle pode fazer com que seja desenvolvida uma ferramenta de custos focada numa função especifica. No caso da distribuição física, muitas vezes o transporte tem esse destaque, principalmente quando e necessário remunerar os transportadores e cobrar a conta do cliente.

5- Conclusão

Conforme já foi observada a grande dificuldade de se custear as atividades logísticas esta ligada à alta proporção de custos indiretos e à grande segmentação de produtos e serviços. Além de investir na formação do ser humano, e preciso investir em automação, em sistemas que reduzam a possibilidade de erros e avarias, reduzindo desperdícios, ineficiências e redundâncias. Para que haja eficácia e eficiência no processo, bem como na empresa de forma global, e necessário que haja um trabalho integrado entre as áreas operacionais, para que, todos os desperdícios e custos logísticos escondidos existentes, sejam identificados, mensurados, informados, e posteriormente, minimizados e/ou eliminados, para tentar alavancar e sustentar vantagem competitiva em seus segmentos.

Na moderna concepção do Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, resta para as empresas entender que os Custos logísticos devem ser bem dimensionados e controlados, pois se antes a concorrência se resumia somente entre as empresas, hoje se dá entre as cadeias produtivas. Será mais competitiva aquela que apresentar melhor qualidade e menor preço para o consumidor. Com a ALCA batendo à porta, as empresas brasileiras terão de correr mais do que nunca para alcançar um padrão de competitividade que lhes permita sobreviver no novo panorama.

6- Bibliografia
-www.milenio.com.br
-www.cvlog.net
-www.pauloangelim.com.br
-www.www.cel.coppead.ufrj.br
-A Controladoria no Processo de Identificação ,Mensuração e eliminação dos Desperdícios/Custos Logísticos escondidos . Autores: Ana Cristina de Faria / Masyuki Nakagawa
Por Juliano Henriques Nogueira, contador, pós-graduado em Gestão de Custos pelo IETEC.

05/05/2010 at 7:00 am Deixe um comentário

Logística Inteligente

O site About.com publicou um ótimo artigo sobre Logística Inteligente, dando uma introdução ao tema. A seguir está um resumo do artigo (misturado com minhas ideias) para quem tem dificuldade com o inglês ou não quer ler o texto completo…

Pode-se considerar como logística inteligente aquela que tem as seguintes características: é movida por uma visão do futuro, se adapta bem às mudanças no ambiente, responde rapidamente às necessidades do cliente, e é sensível às pressões de custos do mercado.

Os 4 pilares da Logística Inteligente

1. Inteligência no Planejamento e Execução

A estratégia da operação logística de uma empresa deve estar totalmente associada à estratégia corporativa da organização. Os objetivos e indicadores logísticos devem ser desdobrados a partir dos objetivos que foram definidos nos aspectos financeiros e de cliente da empresa. Além disso, deve-se traçar um plano de treinamento e desenvolvimento que seja coerente com os objetivos definidos para os processos logísticos. Para quem está associando isto com o Balanced Scorecard… é isso mesmo que quero transmitir. A visão e definição da atuação logística deve abordar os níveis de planejamento estratégico, tático e operacional.

O planejamento estratégico envolve o desenho da rede logística em termos de fábricas, armazéns, centros de distribuição, planejamento de capacidade (em função da demanda do cliente), e localização de parceiros e fornecedores. Este planejamento normalmente pode ser feito para uma visão de 6 meses a 5 anos. No entanto, na prática é importante realizar uma revisão constante da estratégia em função das mudanças no ambiente.

O planejamento tático define como usar os recursos disponíveis para otimizar o atendimento ao cliente com o menor custo possível. Deve também prever mudanças no cenário (demanda, fornecimento ou capacidade da rede) para responder melhor a elas.

O planejamento operacional gera planos realistas de inventário e movimentação de materiais, em função das restrições do sistema. Também define soluções para variações que afetem as operações do dia-a-dia (quebra de equipamentos, discrepância de inventário, pedidos cancelados, etc.).

2. Visibilidade

A visibilidade envolve conhecer a demanda do cliente, a rastreabilidade do inventário e do material em movimento a qualquer momento, e sistemas de alerta para quando algo se desvia do planejado. Isto permite um balanceamento adequado entre oferta e demanda, reduzindo custos e melhorando a qualidade do serviço.

As ferramentas-chave para a visibilidade são:

- rastreabilidade dentro da organização com sistemas de monitoramento de eventos

- rastreabilidade nos parceiros da cadeia de suprimento recebendo mensagens por EDI, XML ou WEB

- centros de integração que melhorem a visibilidade entre sistemas heterogêneos em múltiplas organizações

- deteção de exceções e alertas que indiquem quando a situação do sistema se desvie dos indicadores e fluxogramas definidos

3. Colaboração

A colaboração está fortemente entrelaçada com a visibilidade, e se refere à integração de recursos, informações e sistemas através da cadeia de suprimento. Podemos definir os seguintes níveis de colaboração:

- no primeiro nível, se realiza uma automação de transações através de comunicação eletrônica automática, reduzindo tempos, custos e erros humanos.

- no segundo nível, os dados de demanda, inventário e cronogramas são compartilhados, permitindo que os parceiros da cadeia de suprimento façam um planejamento melhor de suas atividades e processos.

- a colaboração real ocorre quando os parceiros realizam uma reengenharia dos processos e integração de sistemas que gera uma rede de colaboração rápida que responde de forma ágil às mudanças no ambiente.

4. Dados Analíticos

Medições e indicadores são críticos para a logística inteligente. Eles permitem um monitoramento em tempo real (ou quase-real) através de painéis, relatórios, score cards, ou consultas que levam a decisões melhores, orientação a objetivos, inteligência nas cadeias de suprimento e a um desempenho superior da rede.

A metodologia 6-sigma também pode ser usada na melhoria da qualidade dos processos logísticos.

Fonte: Autor, Luiz Paiva

30/10/2009 at 6:00 am Deixe um comentário

Posts mais antigos


CONTATOS

TELEFONES:
11 2446-2565

EMAILS
jove@jovelogistica.com.br

Siga a Jove no Twitter

Mês

Visitantes

  • 147,534

Páginas


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.