Estudo Aborda Benefícios de Logística Reversa

30/11/2009 at 7:30 am Deixe um comentário

Os impactos ambientais de produtos não são decorrentes apenas do processo de produção, mas também do destino pós uso. Em muitos casos, materiais descartados podem ser reintegrados ao ciclo produtivo ou de negócios, beneficiando meio ambiente e economia. A gestão desses resíduos sólidos tem provocado preocupação e interesse da iniciativa pública e privada.

No estudo de caso “Gestão de canais reversos de captação de resíduos: o câmbio verde em Curutiba/PR”, pesquisadores destacam o pioneirismo dos organismos públicos do município de Curitiba em criar programas de coleta seletiva e reciclagem na região. Os levantamentos apontam, ainda, para novas oportunidades de negócio, já que a preocupação com o encaminhamento do lixo sólido tem resultado no surgimento de empresas interessadas em reciclar materiais e embalagens.

Diariamente, Curitiba produz cerca de 2 mil toneladas de lixo domiciliar. Em 1991 o município implantou o Programa Câmbio Verde que consiste na troca de material reciclável por produtos hortifrutigranjeiros. A ação incentiva os moradores a separarem produtos orgânicos dos inorgânicos promovendo o reforço alimentar de famílias carentes.

Além disso, atende outra demanda regional: “a colocação no mercado da produção de hortifrutigranjeiros de pequenos produtores da região metropolitana”, destacam os pesquisadores. Os trabalhadores desse setor viviam reivindicando incentivos, chegando a destruir parte da produção antes mesmo da colheita pela falta de perspectiva de mercado.

A ação do município paranaense beneficia a chamada “logística reversa”, ou seja, o planejamento, operação e controle do total de produtos já consumidos para a reutilização, reciclagem ou disposição em aterros sanitários adequados. Segundo a prefeitura, de 1991 até início de 2007 foram recolhidos e encaminhados para a reciclagem cerca de 45 mil toneladas de lixo.

A quantidade de material reciclado significa a economia de 195.252. 646 litros de água que teriam sido utilizados na produção das 45 mil toneladas de novos materiais. Dentre os resíduos recuperados, a partir do projeto, estão o papel e o papelão. A cada 50 quilos de papel reciclado evita-se o corte de uma árvore, Curitiba reaproveitou cerca de 4.5 mil toneladas de papel, logo evitou o corte de 90 mil árvores.

Atualmente o país aguarda a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, mesmo assim, alguns estados já estabeleceram leis para a gestão interna do setor – Ceará, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e Rio Grande do Sul. Curitiba é pioneira no país em relação à coleta seletiva, tendo implantado em 1989 o programa “Lixo que não é lixo”, que lhe concedeu o título de “capital Ecológica do país”, em 1990, pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Veja a íntegra do estudo.

Fonte: Lilian Milena, da Redação – ADV

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