O Difícil Abastecimento ao Interior do País

11/05/2010 at 7:00 am Deixe um comentário

Quanto mais distante dos centros urbanos, maiores os problemas que atrapalham o cumprimento de prazos e a entrega correta de pedidos. Saiba o que está por trás disso.

Falta de produtos, pedidos incompletos e atrasos na entrega são queixas comuns dos supermercadistas. Mas, se você andar pelo interior do País, vai ver que o problema se multiplica. A ruptura, por exemplo, fica mais grave à medida que aumenta a distância desses centros. Pesquisa do instituto ILOS, sobre o serviço prestado pelas indústrias aos super e hipermercados em 2009, mostra que enquanto a falta de produtos em gôndola atinge 8% dos itens na cidade de São Paulo, em Belo Horizonte chega a 11%. Já em Fortaleza e Recife, distantes do Sudeste, é de 12%. O difícil abastecimento ao interior do país As razões para isso são as mais diversas. Uma parte se encontra do lado do varejo com pedidos tardios e uma gestão de estoque que deixa a desejar. A outra, do lado da indústria, que enfrenta a falta de conservação das estradas e o alto custo de criar uma malha robusta de distribuição.

“Quanto mais perto dos grandes centros urbanos, melhor é o nível de serviço da indústria, como a acuracidade dos pedidos e o cumprimento de prazos”, afirma Maria Fernanda Hijjar, diretora de inteligência de mercado do instituto ILOS. Até lojas que compram direto da indústria acabam pagando a conta da distância.

A rede Del Moro tem cinco supermercados no interior de Mato Grosso, cada um em uma cidade diferente. A mais próxima fica a 250 km de Cuiabá e a mais distante, a 1.000 km. Nas unidades perto da capital do Estado, os fornecedores demoram, em média, de sete a dez dias para fazer as entregas. Já nas unidades longínquas a espera é de até 18 dias. Para evitar falta de produtos, o Del Moro opera com estoque para um mês. Cerca de 70% a 80% das compras são feitas diretamente dos fabricantes.

ESCOLHA DOS FORNECEDORES
Clientes-chaves são prioridade

Alcançar os mercados mais distantes do Sudeste impõe desafi os. “A indústria quer chegar direto ao cliente, para garantir a presença de seus produtos”, explica o consultor Markus Stricker, vice-presidente da A.T. Kearney. “Mas a logística é complexa e o custo elevado”, contemporiza Afonso Ribeiro Mielli, diretor comercial da Bombril.
Além da estrutura de caminhões, funcionários e construção de centros de distribuição, a operação envolve despesas administrativas – recebimento, checagem e entrega de pedidos – e até questões tributárias. “Isso força a indústria a definir os clientes que serão atendidos diretamente – aqueles que garantem melhores resultados para o negócio”, afirma Maria Fernanda, do ILOS. Em geral, esse grupo é o das grandes redes, cuja presença está consolidada principalmente nas regiões mais urbanizadas. “Se há, por exemplo, restrição da produção, a tendência é que essas empresas sejam priorizadas”, complementa. Para a executiva, ter uma curva ABC dos principais clientes é comum – e necessário – em qualquer empreendimento.

Edson Kawabata, diretor de bens de consumo da Booz & Company, lembra que nessa decisão da indústria pesam localização das fábricas e volume de produtos adquirido pelo varejista. “A questão é entender a taxa de consumo que viabiliza uma estrutura de entrega própria”, diz. “É difícil conseguir fechar uma carga completa para determinadas regiões do País.”

Fonte:  Supermercado Moderno

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