Segurança é tudo

09/08/2010 at 7:00 am Deixe um comentário

A importância de um “Gestor de Segurança” para as organizações e o reconhecimento da profissão.

Segurança é tudo, hoje em dia.

 Devido à concorrência acirrada no mundo dos negócios, inúmeros bens materiais (tangíveis) e de todo conhecimento que é acumulado dentro das 04 paredes de uma grande organização, informações importantes e com grande valor agregado, que podem definir os rumos e a sobrevivência de uma empresa no mercado, tudo isso é um produto intangível, porém valioso, que precisa ser protegido, sem dúvida nenhuma, as organizações de pequeno e grande porte ainda usam métodos arcaicos e de pouca confiabilidade, sem falar no conhecimento empírico de profissionais que não tem o conhecimento necessário para atuar em área vital de qualquer empresa, que a setor de segurança corporativa.

 Todos os esforços de uma empresa não devem ser voltados apenas na prevenção de não ser roubada de uma forma convencional, com arma em punho, como pensamos. Pois a violência direta e traumatizante não é a única preocupação, neste tempo de grandes inovações tecnológicas, os seus processos vitais, estratégias de marketing, pesquisa de novos produtos ou serviços, um grande contrato a ser finalizada, a proteção de executivos de uma grande empresa, essa proteção também se estende a seus familiares e a sua casa, além da segurança das informações e dos recursos humanos de uma empresam, mesmo antes de uma contratação para um cargo de grande importância como gerente de tecnologia da informação, esses são alguns aspectos relevantes que devem ser bem planejados e executados por um profissional formado e preparado para essas situações que podem causar grandes impactos financeiros para uma organização, sem falar em perdas que não podem ser mensuradas facilmente como o abalo na credibilidade perante o mercado, que tipo de consumidor compra um produto ou serviço ofertado no mercado, de uma empresa que de uma forma ou de outra negligenciou na sua própria proteção?

A segurança empresarial é uma poderosa ferramenta, que possibilita minimizar os riscos a que qualquer organização esta exposta hoje em dia, é verdade que não existe segurança perfeita, o que existe é uma segurança satisfatória (Antonio Celso Ribeiro Brasiliano), quando de forma eficiente e eficaz consegue retardar ao máximo a possibilidade de agressão, desencadear forças no menor espaço de tempo possível e neutralizar o agressor, e isso vale também para o mundo virtual.

Grandes pensadores são categóricos em descrever em suas obras, que a segurança é um quesito que não pode ser apartado das demais funções que existem dentro de uma empresa, “Jules Henry Fayol”, engenheiro de minas, francês, que se notabilizou ao criar a “Teoria Clássica da Administração, e autor de Administração Industrial e Geral (título original: Administration Industrielle et Générale – prévoyance organisation – commandemente, coordination – controle), publicado em 1916, menciona as funções de segurança claramente em sua obra, como um ponto vital, infelizmente não é isso que acontece hoje em dia nas organizações.

A segurança empresarial, quando tem o seu papel bem definido, sem improvisações, pode assessorar todas as demais áreas de uma empresa (setores: comercial, tecnologia da informação, recursos humanos, logística, saúde do trabalhador, administração estratégica entre outras) agindo de forma prevencionista, se antecipando aos riscos, impossibilitando que a organização venha sofre impactos negativos e severos em seus processos, que de alguma forma são interligados. Mesmo que esses impactos venham em forma de ondas sucessivas como aconteceu em 2001, com o atentado ao complexo de sete prédios do “Word Trade Center”, em Manhattan, no dia 11 de setembro, que disseminou pelo mundo inteiro o pânico, nos fez refletir que todos nós estamos expostos e vulneráveis a ataques, mesmo uma potencia como os “Estados Unidos da America”, sofreu um sério abalo na sua “confiança”, e a “credibilidade” que outrora tinha no seguimento da segurança, também ruiu junto com complexo de prédios comercias, um duro golpe que foi imortalizado de uma forma trágica pela historia.

Segurança sobre tudo é “um estado de espírito”, é sentir bem, em um local seguro, segurança é prevenção, e prevenção só se consegue com treinamento, e treinamento só se consegue através de investimentos, isso é uma premissa básica, é uma norma que não pode ser simplesmente ignorada.

O crime organizado que agora é transnacional, que visa auferir lucros e poder dentro da esfera pública e também privada, é uma ameaça real que esta batendo a porta das empresas, e precisa ser combatido de uma forma inteligente, pois a cooptação de trabalhadores maus remunerados é uma realidade, mercadorias atrativas, sejam carregamentos de cigarros ou informações privilegiadas são os alvos de pessoas sem qualquer tipo de código de conduta, e que tipo de metodologia pode ser empregado de forma eficiente para mitigar tais ações delituosas?

A segurança hoje em dia é tudo, deve ser priorizada, racionalizada com métodos científicos para identificar e quantificar os riscos (fraude, assaltos, furtos, desvios internos, prevenção e combate a incêndios, greves e paralisações, segurança dos computadores, segurança pessoal, espionagem e etc.) empregando os meios humanos, técnicos e organizacionais de forma integrada.

O reconhecimento da profissão de “gestor de segurança” hoje é possibilidade concreta e palpável, existem hoje, 02 (dois) Projetos de Lei (nº 247/2007 e 2.496/1997) que estão tramitando lentamente na Comissão de Constitucionalidade do Congresso Nacional, ambos já obtiveram a regulamentação da função do gestor de segurança, tornando-a obrigatória a inclusão no CBO – Comissão Brasileira de Ocupações do MTe (Ministério do Trabalho e Emprego). Agora com a resolução normativa do Conselho Federal de Administração (CFA), nº 374 de novembro de 2009, alterada pela resolução normativa nº 379 de 11 de dezembro de 2009, que considerou o novo Catalogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia, do Ministério da Educação (MEC), O CFA reconhece o “Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Segurança Privada”, fornecendo o registro profissional, para os profissionais que atuam em uma área especifica da administração, este reconhecimento não causa nenhum prejuízo a função do administrador, que permanece com todas as suas prerrogativas legais intocáveis.

Assim como o CFA reconheceu o Tecnólogo em Segurança Privada, as organizações de pequeno, médio e grande porte devem também reconhecer a importância deste profissional nos seus quadros funcionais. Pois proteger:

A incolumidade das pessoas; A integridade física das instalações; E a preservação e pronto estabelecimento das operações vitais de qualquer empresa mediante uma situação de crise.Não é uma tarefa fácil, requer planejamento estratégico apurado, visão holística, coordenação dos setores: tático e operacional de forma integrada, trabalhando em consonância com as leis (Lei 7.103/1983, Portaria 387/2006, que já sofreu alterações) norteiam o seguimento da segurança privada no Brasil. O profissional da área de segurança privada hoje em dia é um resilente acima de tudo.

 Por André Luiz Padilha Ferreira

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