Posts tagged ‘Treinamento’

Ser um talento na logística

Cada vez mais as organizações buscam por profissionais talentosos, pois esse é o grande diferencial da organização do setor de logística. Sabemos que a visão do processo é focada no cliente, portanto as pessoas são consideradas o patrimônio principal das organizações. Neste contexto, definiremos a palavra talento.

Talento é a capacidade ou habilidade excepcional do individuo em realizar tarefas com ótimo desempenho e qualidade.

Ser um profissional talentoso não é uma tarefa fácil, é necessário dedicação, comprometimento, pró-atividade, dinamismo, persistência, flexibilidade, atenção e foco para realizar as atividades da melhor maneira possível, agregando valor sempre pensando no resultado final.

Para aprimorar ainda mais suas habilidades e competências, invista em cursos para desenvolvimento constante, que agreguem valor, mesmo que o tempo seja escasso. Tenha um amplo “networking”. Troque experiência com outros profissionais da área. Amplie sua visão do processo. Seja multifuncional. Essas atitudes trarão a você ganhos no futuro.

Na logística tudo é rápido, dinâmico e existe forte pressão dos clientes internos e externos e por isso os profissionais talentosos acabam se destacando e mantendo sua empregabilidade.

Ter reconhecimento dos superiores é importante, mas isto só não basta. É necessário que você supere as expectativas diariamente. Caso esse reconhecimento não ocorra, analise a situação e verifique as possibilidades de reverter esse quadro, continue apostando na sua competência, pois se a empresa não teve a visão para enxergar o talento que possui o mercado com certeza enxergará.

As empresas hoje buscam talentos, pessoas com capacidade e habilidades que possam ser desenvolvidas para atingir os resultados. Ser um profissional de logística com diferencial é cada vez mais importante no mercado.

Não podemos deixar de destacar que este setor cresce 20% ao ano, paradigmas estão sendo quebrados, e novos conceitos e valores estão emergindo, as empresas estão se unindo para crescer e só permanecerão os profissionais talentosos. Até 2010, prevêem-se grandes mudanças neste setor, por isso aproveite o momento, explore seus pontos fortes, cresça com a empresa ou busque uma nova oportunidade para desenvolvimento e crescimento profissional. Torne-se um talento e faça a diferença. Não seja mais um!

Artigo escrito por Kelly Bueno

06/03/2011 at 12:08 am Deixe um comentário

Como entrar na área logística e o que as empresas esperam desses profissionais

Marcos Antonio, um dos leitores do nosso blog, perguntou sobre como “entrar na área de logística e o que as empresas esperam desses profissionais”. Esta é  uma questão complexa que pode variar do tipo de empresa, onde a mesma se localiza e em que função se queira atuar. Porém, existem alguns requisitos em comum que devem ser seguidos e que apresentarei a seguir baseado em uma apresentação realizada por mim, em 2009, na University of Coventry (Inglaterra) com o título “What are the key elements that should be included in a logistics curriculum to give students the best chance of employment in 21st century?”. Também aproveitarei minha experiência como profissional na área de Supply Chain, no Brasil e no exterior, e orientador no curso de MSc in Supply Engineering & Logistics na Warwick University (Inglaterra) para transmitir minha visão e meus conhecimentos sobre o que se espera de profissionais de Supply Chain.

O primeiro ponto a considerar é que apesar da logística sempre ter existido, esta é uma área que foi realçada a novo patamar somente recentemente. Não existiam cursos universitários ou pós-graduação focados a formar e aperfeiçoar profissionais de logística e supply chain. Por isto, assim como na área de TI (Tecnologia da Informação), muitos profissionais de supply chain de hoje não tem uma formação (graduação) formal em uma área ligada a logística e SC, sendo muitas vezes profissionais realocados de outras áreas. Estes profissionais, porém, prestaram e ainda prestam um grande trabalho para o desenvolvimento da logística e da SC.

Porém, em um novo ambiente profissional, com a logística e supply chain ganhando cada vez mais destaque nas empresas como uma área estratégica, é fundamental que o futuro profissional se qualifique adequadamente.

Primeiramente, deve-se considerar fazer um curso de graduação na qual possa-se desenvolver as seguintes áreas:

  • Conceitos fundamentais de estatística e matemática. Estes conceitos são importantes para que o futuro profissional possa entender conceitos básicos de finanças e economia;
  • Conceitos de finanças e economia são importantes para que o futuro profissional possa desenvolver planos de negócios e verificar viabilidade de projetos, tais como contratar 3PL, em renegociação de fretes ou em troca de fornecedores;
  • Conceitos de pesquisa operacional, modelagem matemática e de solução ótima para problemas complexos devem ser desenvolvidos. Em conjunto com ferramentas, tais como, teoria dos jogos, teoria das filas e simulação, estes conceitos são importantes para o estudo da supply chain e soluções de problemas; e
  • Conceitos de logística e supply chain. O futuro profissional deve entender que logística não é simplesmente transporte. O cenário mudou e os cursos na área de logística aumentaram significativamente, proporcionando maiores oportunidades para aqueles que desejam ingressar ou se aperfeiçoar na área. No contexto logístico, o planejamento é fundamental e o gerenciamento do fluxo de informações é parte integrante do processo. A importância do gerenciamento da informação na cadeia de suprimentos foi descrita por mim em meu artigo publicado em 2009, The New Supply Chain’s Frontier: Information Management [1]. Não menos importante é um completo entendimento do que vem a ser Supply Chain e sua relação com logística. É importante entender que Supply Chain não é um novo nome para logística, mas sim sua evolução. Paul D Larson, da University of Minatoba, e mais dois  autores publicaram um excelente artigo Perspectives on Logistics Vs. SCM: A Survey of SCM Professionals [2], justamente descrevendo a visão moderna dos profissionais de SCM sobre os conceitos de logística e SC.

Contudo, um profissional de SC usualmente interage com pessoas de diferente background, diferentes níveis e culturas, pois há contato com profissionais  de outras empresas, fornecedores e clientes ou até países. Desta forma, o profissional deve estar capacitado a administrar conflitos e ter relação harmônica com outros profissionais que eventualmente não compartilham da mesma visão que a sua.

Finalmente, o profissional moderno de SC deve estar antenado com a tendência e os conceitos da utilização intensiva de TI (Tecnologia da Informação) nas operações de SC. Desta maneira, o profissional de SC deve entender como a TI pode ser aplicada na SC e como as novas tecnologias de hardware e software podem colaborar para uma operação mais eficiente e eficaz. Em 2009 escrevi um artigo, SD-DES Model New Aproach for Implement an e-Supply Chain [3], que foca exatamente a importância crescente da TI na SC.

É importante salientar que não se consegue por meio de curso de graduação ter uma dimensão completa do que é logística e supply chain e de todos os requisitos abordados anteriormente. Por isto, é importante se capacitar continuamente fazendo cursos que desenvolva todo o seu potencial e o ajude a ter novas ideias que podem ser aplicadas em sua empresa. Nestes cursos, você poderá ampliar seu conhecimento, seus contatos com profissionais da área, trocando experiências e reforçando sua base de relacionamento.

Jorge Veríssimo Pereira, diretor da Jove Logística, professor e orientador universitário no Brasil e Exterior. Doutorado (PhD) em Technology  System – Engenharia pela University of Warwick, Inglaterra, Mestrado em Engenharia de Transportes e Engenheiro Naval pela Escola Politécnica da USP.

[1] http://dx.doi.org/10.1016/j.ijinfomgt.2009.02.001

[2] http://w3.gazi.edu.tr/~erguner/403_konular/konu1.pdf

[3]http://www.emeraldinsight.com/Insight/viewContentItem.do?contentType=Article&contentId=1796016

09/02/2010 at 4:00 pm 13 comentários

Logística Inteligente

O site About.com publicou um ótimo artigo sobre Logística Inteligente, dando uma introdução ao tema. A seguir está um resumo do artigo (misturado com minhas ideias) para quem tem dificuldade com o inglês ou não quer ler o texto completo…

Pode-se considerar como logística inteligente aquela que tem as seguintes características: é movida por uma visão do futuro, se adapta bem às mudanças no ambiente, responde rapidamente às necessidades do cliente, e é sensível às pressões de custos do mercado.

Os 4 pilares da Logística Inteligente

1. Inteligência no Planejamento e Execução

A estratégia da operação logística de uma empresa deve estar totalmente associada à estratégia corporativa da organização. Os objetivos e indicadores logísticos devem ser desdobrados a partir dos objetivos que foram definidos nos aspectos financeiros e de cliente da empresa. Além disso, deve-se traçar um plano de treinamento e desenvolvimento que seja coerente com os objetivos definidos para os processos logísticos. Para quem está associando isto com o Balanced Scorecard… é isso mesmo que quero transmitir. A visão e definição da atuação logística deve abordar os níveis de planejamento estratégico, tático e operacional.

O planejamento estratégico envolve o desenho da rede logística em termos de fábricas, armazéns, centros de distribuição, planejamento de capacidade (em função da demanda do cliente), e localização de parceiros e fornecedores. Este planejamento normalmente pode ser feito para uma visão de 6 meses a 5 anos. No entanto, na prática é importante realizar uma revisão constante da estratégia em função das mudanças no ambiente.

O planejamento tático define como usar os recursos disponíveis para otimizar o atendimento ao cliente com o menor custo possível. Deve também prever mudanças no cenário (demanda, fornecimento ou capacidade da rede) para responder melhor a elas.

O planejamento operacional gera planos realistas de inventário e movimentação de materiais, em função das restrições do sistema. Também define soluções para variações que afetem as operações do dia-a-dia (quebra de equipamentos, discrepância de inventário, pedidos cancelados, etc.).

2. Visibilidade

A visibilidade envolve conhecer a demanda do cliente, a rastreabilidade do inventário e do material em movimento a qualquer momento, e sistemas de alerta para quando algo se desvia do planejado. Isto permite um balanceamento adequado entre oferta e demanda, reduzindo custos e melhorando a qualidade do serviço.

As ferramentas-chave para a visibilidade são:

– rastreabilidade dentro da organização com sistemas de monitoramento de eventos

– rastreabilidade nos parceiros da cadeia de suprimento recebendo mensagens por EDI, XML ou WEB

– centros de integração que melhorem a visibilidade entre sistemas heterogêneos em múltiplas organizações

– deteção de exceções e alertas que indiquem quando a situação do sistema se desvie dos indicadores e fluxogramas definidos

3. Colaboração

A colaboração está fortemente entrelaçada com a visibilidade, e se refere à integração de recursos, informações e sistemas através da cadeia de suprimento. Podemos definir os seguintes níveis de colaboração:

– no primeiro nível, se realiza uma automação de transações através de comunicação eletrônica automática, reduzindo tempos, custos e erros humanos.

– no segundo nível, os dados de demanda, inventário e cronogramas são compartilhados, permitindo que os parceiros da cadeia de suprimento façam um planejamento melhor de suas atividades e processos.

– a colaboração real ocorre quando os parceiros realizam uma reengenharia dos processos e integração de sistemas que gera uma rede de colaboração rápida que responde de forma ágil às mudanças no ambiente.

4. Dados Analíticos

Medições e indicadores são críticos para a logística inteligente. Eles permitem um monitoramento em tempo real (ou quase-real) através de painéis, relatórios, score cards, ou consultas que levam a decisões melhores, orientação a objetivos, inteligência nas cadeias de suprimento e a um desempenho superior da rede.

A metodologia 6-sigma também pode ser usada na melhoria da qualidade dos processos logísticos.

Fonte: Autor, Luiz Paiva

30/10/2009 at 6:00 am Deixe um comentário

Foi um Sucesso o Curso de Estratégias e Tendências de Supply Chain

Curso SCMNo dia 14 de setembro aconteceu o curso de Estratégias e Tendências de Supply Chain, sob a coordenação e organização da JOVE LOGÍSTICA.


Curso SCMForam abordados temas como: principais estratégias e tendências de Supply Chain Management (Gestão de Cadeias de Suprimentos), suas ramificações, sua aplicabilidade como ferramenta de gestão dentro de uma organização,  sua integração e importância no negócio da empresa.

Curso SCM

Grandes empresas participaram deste curso que é importante para todos os profissionais da área de Supply Chain.

Curso SCM

Alguns depoimentos dos participantes do Curso de Supply Chain:

“O curso de Suppy Chain, ministrado por Ricardo Hamad, foi extremamente proveitoso em minha opinião. O curso mesclou conceitos teóricos essenciais das atividades e estratégias do Supply Chain e exemplos práticos, reais, da aplicação destes conceitos. O instrutor possui boa formação acadêmica, experiências profissionais e conhecimentos de mercado que o permitem clarificar dúvidas e auxiliar na compreensão de cada conceito. É um curso que certamente aconselho a meus amigos e colegas.” – João Manguino (Siemens)

“Achei o curso fantástico, muito claro, interessante, a JOVE LOGISTICA conseguiu tornar o aprendizado prazeroso, sem monotonia, os temas foram muito bem explicados, parabéns a JOVE e principalmente ao Ricardo que expôs de forma singular um assunto tão complexo como Supply Chain”. – Roberto Chaves (Simpress)

A JOVE agradece a presença todos os participantes.

(Texto: Marketing Jove)

21/09/2009 at 7:00 am Deixe um comentário

10 Dicas para Medir o Desempenho de sua Transportadora

Transportar Se você acaba de contratar uma transportadora, ou quer avaliar o desempenho de sua atual,   seguem 10 ideias para que você obtenha dados objetivos. Faça uma tabela, dando uma nota de 1 a 10 em cada um dos aspectos, e dê também um peso para cada item (de acordo com suas prioridades). Desta forma, multiplicando o peso pela nota e somando todos os itens, você terá uma avaliação final da transportadora.

Esta avaliação tem 2 objetivos:

  1. Comparar a avaliação de diferentes transportadoras.
  2. Indicar à sua transportadora os pontos de melhoria e medir sua nota ao longo do tempo.

Seguem as dicas:

 

1. Desempenho no recolhimento: A transportadora deve cumprir seus horários de recolhimento de material. Atrasos podem causar problemas na distribuição de seu material, horas extras para seus funcionários e outros custos. As estatísticas de atraso devem ser fornecidas pela transportadora.

 

2. Entregas sem atraso: Da mesma forma, você deve ter dados claros sobre os atrasos nas entregas de seu material e dos impactos que são causados para seus clientes.

 

3. Reclamações: Entregar um material a tempo não importa muito se o material chega danificado. Qual a velocidade de solução das reclamações? Qual é a porcentagem de serviço sem reclamações? Qual é o índice de reclamações para cada um de seus clientes? Novamente, estas estatísticas devem ser fornecidas pela transportadora.

 

4. Exatidão no faturamento: Este item muitas vezes é deixado de lado, mas a realidade é que erros no faturamento custam tempo e dinheiro a sua empresa. A transportadora deve ter um sistema eficiente de faturamento, colhendo dados da forma mais automatizada possível e reduzindo o risco de erro humano.

 

5. Website interativo: Um bom indicativo do nível de serviço da transportadora é a interatividade de seu website. O ideal é que você tenha uma forma de rastrear entregas, solicitar recolhimento de material e obtenha relatórios sobre todos os aspectos da entrega. Podem ter também informações úteis como tempos de trânsito, cálculos de custos de frete, etc.

 

6. Treinamento: Avalie também o treinamento que é dado aos funcionários da transportadora. Devem ser medidos: a regularidade do treinamento, o nível atingido no treinamento, e a formação de profissionais com curso superior na equipe. Este é um indicador que o levará a conhecer o comprometimento da transportadora com um serviço de alta qualidade.

 

7. Gerenciamento de contas: A transportadora deve ter processos e sistemas que identifiquem os pontos de melhoria e garantam ações corretivas. Por exemplo, se 98% de suas entregas são entregues a tempo, eles devem ter uma visão clara do que acontece com os 2% de atrasos e um plano para redução dos erros.

8. Centralização do atendimento ao cliente: É importante a existência de uma fonte de informações centralizada para todos seus dados na transportadora. Sua empresa não deve ter que gastar tempo procurando pessoas e dados sobre suas entregas, faturas, relatórios, etc.

 

9. Boa comunicação: Uma boa transportadora deve ter uma comunicação eficiente com seus clientes, para que estes participem do processo de tomada de decisão e ajudem na melhoria contínua do serviço oferecido. Se eles não possuem um programa aberto de comunicação com seus clientes, questione. Uma comunicação forte é a base de uma parceria eficiente.

 

10. Agilidade de resposta: Você deve conseguir falar com profissionais experientes de cada departamento da transportadora sempre que precisar. Os canais de comunicação devem ser abertos, e orientados a resultados. Na hora dos problemas é quando você verá a verdadeira eficiência de seu cliente.

Fonte:  Portal O Gerente, autor Luiz Paiva

26/08/2009 at 12:32 pm Deixe um comentário


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