Posts tagged ‘Varejo’

CONTROLE DE ESTOQUES

No comércio varejista, a relação VENDA x ESTOQUE é o ponto mais importante, e, quando bem trabalhada, a Empresa consegue equilibrar melhor o mix ideal entre os grupos de produtos e lojas.

Fácil de dizer, difícil de realizar. Porque?

São muitos os fatores que influenciam esta relação e são muitos os profissionais responsáveis para que isso aconteça.

Tudo começa no planejamento comercial da Empresa, onde são definidas as vendas, coberturas de estoque por grupo de produtos e margens.

Aos compradores e estilistas, cabe se adequarem dentro do Plano de Sortimento Ideal Mensal,  que é o estudo do mix de produtos por grupo, faixas de preço e grade.

Ao gerente comercial cabe a função de emitir e controlar cada pedido,pré distribuído por ítem/loja, e analisar semanalmente a venda, focando a relação venda x estoque por grupo de produtos e o desempenho de cada loja.

Esta análise deve ser feita preferencialmente toda a 2ª feira onde participam compradores, estilistas, supervisão de loja e o gerente comercial e é de tal importancia  que qualquer tipo de interrupção deve ser evitada para não perder tempo e foco.

Identificadas e acordadas as diferenças de desempenho PONTUAIS entre lojas e grupos, o supervisor imediatamente se comunica com os gerentes de loja, sinalizando os desempenhos e combina uma ação específica de vendas.

O gerente de loja como EMPREENDEDOR  daquela unidade, distribui a meta pelos seus vendedores e COBRA DIÁRIAMENTE a performance daquele ítem ou grupo, apontadas pela supervisão e gerencia comercial, usando a sua criatividade como líder para estimular a equipe a alcançar os resultados esperados pela Empresa.

Adotando esta ROTINA SEMANAL, a Empresa garante um melhor equilíbrio do estoque e vendas, e ainda consegue passar um feed back de mais qualidade aos compradores/estilistas.

Adotando esta ROTINA SEMANAL, a Empresa estará SEMPRE ALERTA às mudanças semanais de venda de cada grupo de produtos, podendo ajustar o Planejamento de Vendas e Compras com antecedência.

Viver “apagando incêndios” é ruim, pois desgasta e desmotiva toda a equipe.
Excessos de estoque constantes também  acabam com o capital de giro das Empresas.

Implemente e mantenha esta ROTINA DE ANÁLISE, através do Relatório Venda x Estoque fazendo uma reunião semanal toda 2ª feira.

Seu resultado vai melhorar rápido !

Boas compras e vendas!
Guy Sodré

Por Varejando – Guy Sodré

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08/11/2010 at 1:51 am 1 comentário

PERDAS NO VAREJO

Para termos a dimensão exata dos impactos gerados pelos desperdícios para o  negócio, façamos um exercício de imaginação. Suponhamos que um gestor hipotético resolva fazer os inventários da loja apenas com a equipe interna e sem conhecimento do procedimento adequado.

Ao longo do inventário (que terá exigido um dia de loja fechada e durado aproximadamente 48 horas), as embalagens individuais de pilha AA foram contadas cinco vezes a mais, apesar de não existirem em estoque.

Em contrapartida, as lâminas de barbear, com excesso de itens em estoque, não foram contabilizadas.

Os dois dados, imprecisos, foram atualizados no sistema de gestão de estoque e, com base nas informações “fidedignas” do inventário caseiro, os compradores iniciaram a negociação e o processo de compra com os fornecedores, que, em seguida, enviaram os produtos às lojas.

A situação descrita acima, realidade em grande parte do varejo nacional, mostra a ocorrência de pelo menos quatro perdas inter-relacionadas: capital, material, oportunidade e tempo.

A primeira, ao executar o inventário sem o devido preparo e o procedimento adequado, fez com que a loja desperdiçasse tempo, com diversos funcionários envolvidos em uma operação ineficiente. Além disso, a loja fechada foi responsável por perdas de capital e oportunidade.

Após a contagem errada e a (in)devida atualização no sistema, os compradores tomaram decisões erradas, que acarretaram mais dispêndio de tempo, comprando um lote de produtos existentes na loja e não comprando itens fora de estoque, por achar que estes já estavam na loja, gerando mais uma perda de capital.

Ao receber e armazenar estes produtos, a loja acabou gastando mais capital. Mal informada sobre o excesso de estoque de pilhas AA, a área de marketing lança um encarte para promover o produto. Atraído pela promoção, um determinado consumidor vai à loja e se depara com a falta do produto procurado – a chamada ruptura – gerando mais uma perda: a de oportunidade.

Finalmente, um colaborador mal-intencionado, sabedor da falta de controle por parte da matriz – e acredite, isso acontece – furtou algumas cartelas de lâminas de barbear, gerando desperdício de material.

Menos fictícia do que parece, a situação descrita acima confirma um movimento regressivo no sentido de prever e prevenir o desperdício no varejo, comprovado pelo levantamento FIA/USP, que mostra aumento de cerca de 8% no índice de perdas entre 2005 e 2006.

Obviamente, falar em desperdício zero é algo utópico. Contudo, o índice de perdas pode ser drasticamente reduzido, se houver a adoção de serviços especializados, realizados de forma profissional. Como exemplo, posso citar quatro operações importantes: 1 – inventário: se realizado de forma metodológica e por profissionais capacitados e idôneos, permite a mensuração confiável da diferença exata entre estoque físico e a informação contábil de estoques, essencial para garantir uma operação sem sobressaltos; 2 – checagem de mercadorias (IRM) no envio pelo CD e na recepção nas lojas: apresenta uma fotografia do seu processo logístico e eventuais perdas na cadeia; 3 – contratação de auditorias operacionais permanentes: dá a medida exata dos gaps entre o processo teórico e o prático; 4 – uso de serviços como o Cliente Oculto: contribuem com a identificação e a prevenção de possíveis perdas de oportunidade.

Autor: Claudio Landsberg

26/05/2010 at 7:00 am 1 comentário

Como o SCM pode ajudar no relacionamento com clientes em varejo?

Não é nenhuma novidade que o bom relacionamento entre clientes e varejistas pode trazer inúmeros benefícios, para ambas as partes. Falando apenas do básico, clientes que possuem simpatia pelo varejo poderão indicá-lo a amigos, colegas e familiares. Além disso, esse relacionamento positivo aumenta consideravelmente o índice de recompra em uma mesma loja, um indicador importante para medir o sucesso do varejista. Seguindo essa premissa, será que o SCM (Supply Chain Management) pode mesmo ajudar no relacionamento com clientes em varejo?

A resposta para essa pergunta está nas soluções que o mercado oferece hoje: o EDI (Electronic Data Interchange); processo de Reposição Inteligente e Distribuição Inteligente (RI/DI); monitoramento de processos de produção e estoques; projetos de planejamento e consultoria em SCM, entre outros. Todas essas soluções listadas, que são apenas algumas existentes no mercado, trazem inúmeros benefícios. Porém, uma análise superficial poderá equivocadamente nos levar a acreditar que o ganho no processo está apenas no lado do varejista.

Essas soluções citadas anteriormente possibilitam ao varejo agilizar o processo com seus fornecedores, diminuem a possibilidade de erro humano e custos, têm um controle para que os estoques estejam sempre em um bom nível, entre tantos outros benefícios.

Olhando para o lado do cliente pode-se entender com clareza que se o varejo implantou corretamente essas soluções, se conseguiu diminuir estoque e custos, logo será uma empresa mais competitiva e poderá oferecer preços mais atrativos. Se o varejo possui um bom controle de estoque, terá condições de manter aquele produto que o cliente tanto preza, sempre à disposição.

A satisfação do cliente é fundamental para um bom relacionamento e o papel do SCM não pode mais ser ignorado. O Brasil está, mesmo que timidamente, ultrapassando a etapa inicial dos processos de SCM. As empresas brasileiras de grande porte já não falam mais em implantação de projetos de EDI. Quem não o tem está atrasado, pois essa operação já faz parte de nossa realidade. O próximo passo está na evolução desse processo e, tanto as empresas que conseguirem oferecer soluções inovadoras em SCM, como aquelas que as implantarem, estarão um passo à frente da concorrência.

Por Charles Bomacha dos Santos

30/04/2010 at 7:00 am 1 comentário

“Logisticando no varejo”

Quanto custa deixar um caminhão com o motorista e colaboradores parados horas a fio? É realmente necessário receber todos os produtos naquele período? Ou será falta de organização, planejamento e treinamento mesmo?

Finalmente o comércio varejista começa a descobrir que o seu principal foco é o cliente! E quando falamos em clientes, obviamente estamos nos lembrando dos cinco tipos dos mesmos:

  • Externos – que compram nossos produtos ou serviços
  • Internos – que colaboram para o engrandecimento da nossa empresa
  • Acionistas – que precisam ter um bom retorno em seu investimento
  • Fornecedores – que mais do que nunca fazem parte do contexto
  • Sociedade – que deve ser motivada com atividades sociais

Muito já se falou (e ainda se fala…) sobre o envolvimento dos clientes internos através de programas de qualidade total.

Sobre os clientes externos diariamente somos bombardeados com técnicas de satisfação: “O cliente é o nosso rei! Nosso negócio é carregar o cliente no colo!”

Sobre os acionistas basta lermos os jornais para vermos uma verdadeira revolução empresarial em termos de troca – troca de mãos. Nem sempre é o maior comprando o menor, mas é o mais ágil que engole o mais lerdo!

Sobre a sociedade vemos cada vez mais as empresas criando ou participando de programas sociais tais como: creches, hospitais, escolas, clubes de futebol,…

E finalmente, fornecedores; cada vez mais se investe em sistemas eletrônicos de transmissão de dados, vulgo EDI. Cada vez mais os fornecedores são responsáveis pela colocação ou reposição das mercadorias nas prateleiras. Cada vez mais se negocia cada centavo em contratos de longo prazo! Mas esquecem-se todos de examinar cada componente da planilha de custos para se ver onde está o “pulo do gato”!

Não precisamos ir muito longe para “matar a cobra e mostrar o pau”. Basta verificarmos, por exemplo, o que ocorre diariamente com qualquer loja de supermercado: a enorme concentração de caminhões de entrega no período da manhã! Quanto custa deixar um caminhão com o motorista e colaboradores parados horas a fio? É realmente necessário receber todos os produtos naquele período? Ou será falta de organização, planejamento e treinamento mesmo?

Algumas respostas parecem um pouco óbvias: produtos perecíveis tais como hortifrutis, laticínios,… deveriam ser os primeiros a entrar na loja! Os demais produtos poderiam perfeitamente serem recebidos ao longo do período de trabalho, sem atropelos. Será tão difícil fazer essa distribuição? Ou será falta de visão?

Segundo um grande empresário do setor “os custos de logística podem chegar a 2% quando uma loja, apesar de já ter autorizado a compra, ‘burrocratiza’ o recebimento da mercadoria. Com o caminhão parado, a indústria contabiliza custos que de uma forma ou de outra, acabam sendo repassados para o preço dos produtos”.

Um outro aspecto interessante é quanto à embalagem: reparem no exagerado tempo de descarga de um caminhão. Acrescente-se a esse tempo àquele necessário para manuseio e  colocação do produto no local de venda. As embalagens não são unitizadas e muito menos adequadas aos locais da venda.

Hoje em dia, com contratos de longo prazo com fornecedores parceiros, as embalagens poderiam ser do tipo “vaivém” em contentores próprios para transporte e consumo como os já utilizados entre as indústrias em processos JIT/Kanban. O ganho de tempo, a redução com a mão de obra e com embalagens, seriam fantásticos!

Que tal esses pequenos investimentos em logística integrada?

Por Milton Bulach, treinador e gestor de processos logísticos integrados.

05/01/2010 at 8:00 am Deixe um comentário

Serviço ao cliente no processo logístico do elo indústria-varejo: um estudo em uma empresa de laticínios refrigerados

Este artigo foi publicado pela Revista FAE  que tem reconhecimento nacional e internacional como FAE Business School, instituição de excelência em gestão e business.

A Revista da FAE, existente desde 1998, é um espaço para divulgação da produção científica e acadêmica de temas multidisciplinares.

A Jove sempre à frente com estudos, pesquisas e artigos que contribuem para um melhor conhecimento dos profissionais e dos estudiosos da logística.

Este artigo foi desenvolvido pelo  Sr. Jorge Veríssimo que analisa o conceito de serviço ao cliente e sua utilidade para o desenvolvimento de uma estratégia logística. Para aumentar ainda mais seu conhecimento, você poderá conferir o artigo completo clicando na imagem abaixo. Para encontrar o artigo basta ir até Revista da Fae – Volume 9/ nº 1 ou localizar por Jorge Luiz Verissimo. A todos uma ótima leitura.

Revista da Fae

02/11/2009 at 6:00 am Deixe um comentário


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