Posts tagged ‘Logística’

Empresas de transportes seguirão ritmo da economia

As perspectivas para os segmentos de transporte, logística e portos são mistas para 2012.

Questões relacionadas com a economia doméstica e a retração do comércio exterior estão entre os fatores que deverão movimentar os setores no próximo ano, de acordo com o Bradesco BBI.

No segmento ferroviário, por exemplo, a instituição aposta nos negócios da América Latina logística (ALL).

“A ALL deve continuar mostrando crescimento médio de 10% em termos de volume como resultado da migração do transporte por rodovia para ferrovia. Este movimento deverá continuar por pelo menos mais três anos”, ressaltaram os analistas do Bradesco BBI, Edigimar Maximiliano e Luiz Peçanha.

Neste sentido, o banco de investimentos do Bradesco afirmou que a ALL deverá se manter como um importante player no mercado da América do Sul. As ações da companhia foram classificadas “outperform” (acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 16,00 em 2012.

Passando para a área de logística, a instituição destacou a Tegma, afirmando que está otimista com os negócios da companhia, diante do comportamento do mercado automotivo brasileiro.

Isso porque, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o Brasil deverá expandir sua produção doméstica de veículos em 5%, para 3,7 milhões de unidades em 2011.

Apesar disso, o Bradesco BBI espera que a Tegma diminua gradualmente sua exposição no segmento automotivo, estimando que a participação do setor na receita da empresa cairá a 60% em 2021, lembrando que em 2011 o percentual está em 78%.

“Dentre os principais riscos para a Tegma estão um possível declínio da produção de veículos e piora da economia doméstica”, destacaram os analistas da instituição.

Os papéis da empresa também foram classificados como “outperform” e o preço-alvo estabelecido foi de R$ 36,50.

E por fim, em relação ao setor portuário, a instituição mencionou a Wilson Sons, classificada como “market perfom” (na média do mercado), com preço-alvo de R$ 35,50.

“Vemos a Wilson Sons como um caso de investimento diversificado e forte”, considerou o Bradesco BBI.

Essa consideração foi feita mesmo sabendo que as companhias que operam no setor portuário podem enfrentar grandes desafios em termos de crescimento de volume com a piora das condições macroeconômicas e diminuição do comércio global.

Por Déborah Costa   (dcosta@brasileconomico.com.br)

08/01/2012 at 7:42 pm Deixe um comentário

Terminais criam novo gargalo logístico

A construção de terminais remotos pode criar um outro gargalo dentro do Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica): a logística interna. Na avaliação de especialistas, a estrutura necessária para deslocar passageiros de um lado para o outro pode comprometer a capacidade operacional de toda infraestrutura local.

JF Diorio/AE
JF Diorio/AE
‘Aeropuxadinho’. Galpões das falidas Transbrasil e Vasp, que devem virar terminais de passageiros no aeroporto de Cumbica

“É um investimento que vai no sentido inverso ao aumento de capacidade do aeroporto”, afirma o advogado e especialista em infraestrutura, Floriano de Azevedo Marques Neto, do escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques. Na opinião dele, esse é apenas um paliativo para desafogar o aeroporto, que já está no seu limite e deverá receber uma grande quantidade de passageiros durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. “Mas não é o ideal em nenhum lugar do mundo.”

Para funcionar de forma adequada, o governo terá de encontrar uma alternativa para levar os passageiros até o terminal e, depois, até as aeronaves. Por ter pouco espaço no local – segundo informações de fontes do setor há apenas duas posições para estacionamento -, a tendência é que os aviões fiquem mais afastados dos terminais, o que exigiria uma frota considerável de ônibus para fazer a movimentação dos passageiros. “Ainda não ficou claro qual mecanismo será usado para dar acesso aos terminais, que ficam numa área destinada a cargas (da antiga Transbrasil e da Vasp)”, afirmou uma fonte, que prefere não se identificar.

O presidente da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop), Luciano Amadio Filho, também avalia a decisão do governo de fazer terminais remotos em Guarulhos como uma remediação. “É um tapa buraco de algo que deveríamos ter feito há mais de quatro anos.” Ele reconhece, entretanto, que restaram poucas alternativas para o governo solucionar o problema num espaço tão curto de tempo. “É o menos ruim.”

Prioritário. Ele avalia que o nível de conforto dos usuários será reduzido. Mas o executivo destaca que os “nossos aeroportos têm qualidade tão ruim” que talvez passe despercebido. Outra preocupação dos especialistas é que essa decisão paliativa possa tornar outros investimentos prioritários menos importante. “Essa é uma medida que pode amenizar o problema dos terminais, mas não resolve a questão da falta de capacidade dos pátios e das pistas”, destaca Neto.

No ano passado, a movimentação de passageiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos foi de 26,8 milhões de pessoas, abaixo das previsões da Infraero, segundo estudo da Coppe (instituto de pós-graduação em engenharia da UFRJ), em parceria com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). Conforme o trabalho, a demanda de Guarulhos no ano da Copa será de 37,2 milhões de passageiros. As previsões da Infraero apontam para um número menor: de 35 milhões de passageiros.

Na avaliação dos especialistas, esses números mostram que o governo não poderá abrir mão de obras mais estruturantes. A torcida da iniciativa privada é que as concessões aeroportuárias, anunciadas no final do mês passado, decolem. A alternativa, porém, pode ser mais demorada do que o governo imaginava. Isso porque, para atrair investidores, antes será necessário criar um marco regulatório para o setor.

Fonte: Agencia Estado

06/06/2011 at 2:26 am Deixe um comentário

Porto de Santos terá tecnologia alemã para o setor de logística

Rejane Lima / SANTOS – O Estado de S.Paulo

O Porto de Santos deverá receber tecnologia alemã para ajudar a resolver seus problemas de acessibilidade. A informação foi divulgada pelo Ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, durante o workshop “Tecnologias da Alemanha para a Infraestrutura do Porto de Santos” realizado ontem em Santos, na Baixada Santista.

“A nossa expectativa é que o governo na Alemanha, que está trazendo aqui uma grande comitiva de empresários, possa oferecer para nós o que mais estamos precisando no momento, que é uma alternativa para viabilizar a acessibilidade terrestre ao Porto de Santos”, disse o ministro, explicando que há muitas empresas alemãs já instaladas no Brasil que poderiam participar de concorrências para realizar obras no Porto de Santos.

Segundo Brito, a SEP recebeu ontem um “projeto conceitual” de soluções para o acesso rodoviário ao Porto de Santos, mas os estudos futuramente vão abordar questões referentes ao acesso aquaviário e uma ligação seca entre as duas margens do cais santista.

“Nós vamos naturalmente avaliar (os estudos) e depois discutir com o próprio governo da Alemanha essas alternativas”, disse Brito, afirmando que, por enquanto, o projeto teve “custo zero” para o País e as sugestões apresentadas serão discutidas também pela comunidade portuária. “A ideia é que até março do próximo ano, com a vinda o ministro dos Transportes da Alemanha, possa ter o projeto concluído para se ter já a assinatura de algum contrato em relação a isso”. O ministro destacou o conhecimento da Alemanha em logística.

14/11/2010 at 2:45 pm 1 comentário

Inteligência Logística: um diferencial competitivo

Hoje é notório o crescimento do setor logístico no mercado brasileiro e esse crescimento traz consigo uma considerável melhora no nível de serviço ao mercado oferecido pelas operadoras, um aumento da produtividade das operações logísticas e um maior profissionalismo do setor, considerando o aumento do conhecimento sobre a área, além de um maior desenvolvimento dos processos organizacionais com aplicações de métodos e ferramentas logísticas.
Contudo, a este crescimento deve-se também o aumento da concorrência no mercado, uma concorrência que vem se tornando cada vez mais acirrada, em que as empresas que atuam no setor devem ter a capacidade de responder mais rapidamente e com mais eficácia às mudanças do mercado e às exigências dos clientes, sem perder de foco a qualidade dos serviços e o retorno financeiro, que muitas vezes está atrelado a percentuais de rentabilidade baixos.
Dessa forma, as empresas têm que buscar meios que possam mantê-las diferenciadas em seus mercados, que as permitam ser percebidas pelos clientes como empresas qualificadas a satisfazê-los e que consigam manter a estrutura de custos controlada e em um nível aceitável. Para tanto, são utilizadas estratégias, processos e recursos que possam prepará-las para este desafio, porém, nenhum desses pilares trará efeitos positivos se elas não tiverem um capital humano qualificado e treinado para conviver nesse cenário.
É a partir dessa qualificação profissional que as empresas conseguem alcançar maiores resultados e melhores desempenhos, tornando-as mais competitivas. Com profissionais qualificados as ameaças e oportunidades presentes no mercado podem ser melhor trabalhadas, juntamente com a redução das fraquezas organizacionais e incremento de suas forças. É exatamente nesse pilar que se sustenta a Inteligência Logística.
Conceitualmente, a Inteligência Logística deve ser entendida como um conjunto de competências e habilidades técnicas que permite à empresa responder de maneira mais rápida e eficaz que a concorrência aos desafios apresentados pelos Clientes atuais e potenciais. Isso significa que a partir de uma visão crítica e racional, a Inteligência Logística objetiva orientar os processos organizacionais e produtivos direcionando-os para o alcance dos resultados desejados.
Na prática, a Inteligência Logística corresponde a atividades multi-funcionais, ou até mesmo multi-empresariais, que agregam conhecimentos e habilidades do capital humano em prol de melhores resultados organizacionais e evolução dos processos logísticos, mesmo que algumas pessoas não estejam diretamente ligadas à própria operação logística.
Não podemos esquecer que todos os processos, áreas ou setores de uma empresa estão direta ou indiretamente ligados, e que todos compõem um sistema integrado e que influenciam o resultado final. Assim, um bom resultado das operações logísticas não acontece apenas pelos profissionais que atuam diretamente na área, mas também pela participação de áreas de suporte. A integração de pessoas com habilidades e conhecimentos técnicos de cada área permite uma visão mais generalista dos cenários, sem perder o foco das particularidades de cada uma que influenciam e impactam no resultado final das operações.
Com essa integração, no momento das tomadas de decisões, fatalmente aparecerão os chamados ‘trade-offs” ou compensações, ou seja, objetivos desejados que para serem alcançados necessitam de ações que se contradizem ou que anulam a força da outra. Porém, esses “trade-offs” obrigam a organização a pensar mais objetivamente nos resultados desejados para os clientes e para a própria empresa, reduzindo a probabilidade de erros nas decisões, aprimorando os processos logísticos e tornando-se, conseqüentemente, mais competitiva no mercado.
Somando-se a estas considerações, a Inteligência Logística permite que as operações logísticas sejam pensadas não apenas em curto prazo, mas, buscando o equilíbrio operacional a fim conseguirem resultados consistentes e efetivos, preocupa-se também com a melhoria contínua dos serviços ao longo do tempo.
Como conclusão, podemos afirmar que a Inteligência Logística fomenta a produção de soluções diferenciadas, criativas e direcionadas aos interesses e necessidades dos clientes, apresentando-se como diferencial competitivo diante dos concorrentes.

Dionilson J. Pinheiro Filho é administrador, Pós-Graduado em Logística Empresarial pela UNIFACS com experiência em gestão de operações logísticas (distribuição urbana, transferência, multimodais, logística interna/expedição de indústria) e gestão e implantação de processos logísticos, além de implantações de sistemas, coordenação de programas de qualidade/avaliação de clientes. Certificado como auditor interno do SASSMAQ e ministrante de cursos na área de logística.

18/06/2010 at 1:27 pm Deixe um comentário

Prevenção de perdas: eu preciso de inventário terceirizado?

Quando falamos de prevenção, a palavra nos remete, talvez, ao termo ‘cautela’. Podemos entender que tal cautela pode ser tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Vamos abordar aqui especialmente o aspecto corporativo, onde a cada dia, a competição acirrada nos faz buscar alternativas para prevenir erros, elaborar melhores estratégias e alcançar resultados. Posso garantir que ainda não há nada milagroso que possa, com pouco esforço e em pouco tempo, gerar grandes benefícios. No entanto, podemos voltar ao cerne da questão: prevenção das perdas. Assim, chegaremos às razões pelas quais você perceberá que precisa – e muito – de um inventário terceirizado.

Pensando em modo geral, falamos em margens cada vez mais limitantes nos negócios que deixam pouca massa de manobra para qualquer executivo – e toda equipe – ter a oportunidade de erros, de quaisquer proporções. Especialmente no varejo. Pensando em alternativas para ir além das margens e ainda sim, apresentar melhoria de resultados, iniciou-se em meados de 90 a política de Prevenção de Perdas no Brasil, advinda da experiência nos EUA com resultados de excelência em suas práticas no varejo americano. Deste então, grandes varejistas brasileiros têm investido no setor para minimizar suas perdas operacionais, rever processos, treinar e reciclar equipe, elaborar meios de prevenir furtos internos e externos, aperfeiçoar técnicas de segurança e demais atividades que envolvam toda cautela com os produtos estocados.

Atualmente, falamos de prevenção de perdas em diversos segmentos, não se limitando somente ao mercado alimentício, como em princípio, mas sim, em farmácias, atacados, mercearias, supermercados de todo tamanho, hortifruti, lojas de departamento, materiais de construção, operadores logísticos, papelarias e muitos outros. Onde há estoque, há necessidade de monitoramento, controle e melhorias constantes.

De acordo com a 9º pesquisa de Avaliação de Perdas no Varejo do GPP/ PROVAR (Grupo de Prevenção de Perdas), 2,05% do faturamento líquido das empresas em 2008 foram perdidos em razões desconhecidas. Muitas delas são operacionais, dependem de treinamento ou que previnam erros rotineiros.

Ou seja, num exemplo, estamos falando da situação em que uma loja, com faturamento líquido de R$ 80.000,00 em período X, perde, sem saber, aproximadamente R$ 1.640,00 em erros de processos internos durante tal período. Isso nos leva a tomada rápida de uma decisão: buscar ferramentas para PREVENIR essas ocorrências e monitorá-las radical e diretamente. O acumulado em 1 ano reflete em perdas de quase R$ 20.000,00 no lucro líquido. Traduzindo: você está perdendo dinheiro!

Para que este controle possa ser realizado, sugiro que o responsável por esta tarefa primeiramente estude e consulte – além do sistema da loja – a estimativa de peças que se tem no negócio. É importante que se identifique os possíveis meios por onde se escoem os lucros. Mesmo assim, ainda falta uma importante ferramenta para diagnosticar as causas. Para maior precisão, vamos uma etapa fundamental: contagem do estoque. Esta contagem pode ser entendida pelo termo ‘inventário’.

O inventário passou a ser uma ferramenta para análise de diversas áreas na empresa, além de prevenção de perdas, como compras, operações, logística, financeiro, contabilidade entre outras mais.

Muitos varejistas me dizem: ‘eu vivia sem o inventário – balanço, no dito popular – até ontem, por que preciso realizá-lo agora?’ E eu explico: somente com a contagem apurada do estoque, é possível saber quanto realmente se tem; quanto só está no sistema e fisicamente já não mais existe; erros de processo, cadastramento, de fornecimento, ajustes indevidos, enfim, gerar ações preventivas para evitar o escoamento da receita. A partir daí, é possível gerar diversas ações, elaborando normas internas, políticas, acompanhamento destes indicadores e aprimorando conhecimentos do negócio.

Para uma empresa começar a se preparar para realizar um inventário, sugiro alguns passos internamente antes contratação do serviço:

– Arrumação: Arrumar o local (loja, depósito, CD) não somente para o inventário, mas também para melhorar o desempenho no dia-dia. Uma boa arrumação por códigos nas gancheiras, por exemplo, ajuda tanto clientes durante a compra quanto repositores, evitando o erro de colocar um produto no local inadequado. Produtos arrumados por pallets no depósito ajudam o rápido abastecimento da gôndola, sem deixar ‘buracos’ perceptíveis. Invista tempo e treinamento na arrumação tanto para o dia-dia e especialmente para o inventário. Certamente, um local com estocagem organizada e arrumada, refletirá em seu resultado de contagem.

– Estimativa de peças: Busque dados, investigue as quantidades no sistema, questione operações, gerente, compras. É importante que se tenha um número norteador para iniciar um projeto de inventário e melhorar os indicadores a partir de então.

– Confira codificações: Todos os produtos estão codificados? Todos com códigos de barras? Se não, os códigos internos são visíveis, de fácil acesso e estão corretamente inseridos no sistema? Analise com antecedência se tudo que é comercializado/ movimentado tem seu código atrelado. Caso você tenha dificuldades em codificar produtos, endereçá-los, transformá-los em códigos de barras, saiba que existem empresas que promovem soluções para isso.

– Dedique toda concentração para exercer este trabalho: Sugiro que haja programação para realizar o inventário numa noite, por exemplo, assim, você não perderá vendas e poderá dedicar concentração e acompanhamento a esta atividade. Procure realizar inventário após ter feito devoluções e cortes, assim, o volume para contagem será menor e o processo ocorrerá com maior agilidade e transparência.

– Cadastro de produtos: Para realização de um inventário terceirizado, é importante saber que trabalha-se com o cadastro de produtos do cliente. Esta base de informações será confrontada a cada ‘bip’ de produto, garantindo assim que tudo o que for visualizado, será coletado eletronicamente com agilidade e segurança, sem inversão de códigos, digitação de produtos que não estão fisicamente. Depois de finalizadas estas etapas, você já tem toda condição para contratar um inventário imparcial, rápido e seguro para prevenir suas perdas.

Terceirizar esta atividade proporcionará segurança com total isenção de resultados num processo tão criterioso e essencial. O projeto de inventário terceirizado pode ser desenvolvido a todo tipo de cliente, necessidade, tamanho e estrutura.

Fonte: Tatiane Silva é Gerente Comercial de Novos Negócios Wis/ Boucinhas & Campos Inventários – tatiane_silva@wisbbc.com.br – Fonte: Portal Prevenir Perdas

09/06/2010 at 7:00 am Deixe um comentário

LOGÍSTICA NA INDÚSTRIA MADEIREIRA

Do ponto de vista da indústria, logística significa o processo de gerenciar todas as atividades necessárias para estrategicamente movimentar a matéria prima, parte do processo e estoques. A logística tem o objetivo de tornar disponíveis produtos e serviços, no momento e local onde são desejados, com integração de informações.

A partir dos anos 90 os empresários brasileiros começaram a se preocupar com logística, mesmo assim, ainda há muito para evoluir. Na realidade, não há um sistema logístico independente na indústria madeireira. A distribuição física, por exemplo, está ligada à área de produção. Os principais pontos abordados pela logística na indústria madeireira devem ser: tempos de entrega, estoques, previsões, qualidade na movimentação, arranjo dos produtos e integração, sempre enfocando o cliente e a redução dos custos totais.

A logística está intimamente relacionada com marketing. Em muitos casos, uma entrega de produto no prazo definido importa mais que o próprio preço ou a qualidade. Para isto, todo o processo produtivo da empresa deve estar devidamente dimensionado no tempo de cada fase, calculando assim o tempo de fabricação, tendo uma base para definir o prazo de entrega do produto para o cliente. Este deve ser diminuído ao máximo, com um menor custo, cuidando sempre para atender as necessidades e requisitos dos clientes.

FIGURA 1 - Produtos a Caminho do Cliente

A logística interna cuida do processo da entrada até a saída da fábrica e seu objetivo principal é fornecer o serviço desejado ao cliente, mantendo o mínimo de estoque, com o menor custo total possível. Seja matéria-prima, produto acabado, insumos utilizados na produção ou qualquer tipo de estoque, podem ser considerados dinheiro parado. Ao
estocar deve-se também analisar o quesito segurança, evitando avarias e quebras, além de extravios e furtos. O dimensionamento do local de armazenagem, assim como a disposição, são feitos conforme um critério racional, a fim de reduzir ao máximo o esforço de movimentação. As empresas madeireiras tendem a reduzir seus níveis de estoque ao máximo, contudo sem prejudicar o nível de serviço do sistema.

Evitam-se esquemas fixos que não permitem alterações no layout, buscando portanto, soluções flexíveis em que a rapidez e a facilidade de acesso são fundamentais. Ao dispor mais próximo do local de utilização materiais com maior número médio de movimentações, o processo torna-se facilitado, diminuindo distâncias e custos de transporte. O retrabalho de carga incorreta ou de avarias de trânsito acarreta um atendimento de pedido muito mais caro. A mão de obra deve ser treinada e capacitada para o transporte interno da empresa para que não ocorram danos nos materiais, diminuindo as perdas e aumentando o rendimento, além da segurança.

É fundamental a projeção de valores ou quantidades que deverão ser produzidas, vendidas, estocadas e expedidas, conforme a necessidade. Dependendo das técnicas utilizadas, é possível estimar valores muito próximos da realidade, lembrando que prever não é uma ciência exata. Orientar o planejamento e a coordenação de sistemas de informações logísticas é a função das previsões. Um começo para as empresas madeireiras é criar um banco de dados de informações de consumo de materiais e tempos de processo.

FIGURA 2 – Estoque de Matéria Prima Prevista

A logística integrada vincula a empresa a seus clientes e fornecedores. Esta integração demanda um fluxo de informações para ajudar a dimensionar o fluxo de materiais. Este intercâmbio de dados com a atual tecnologia de informações está muito mais fácil e rápido, viabilizando esta operação.

Normalmente empresas madeireiras têm uma idéia errada de logística, confundindo esta com um simples transporte. Uma vez que o valor final do produto acabado tem aproximadamente 25% de custos em logística. Fábricas que querem diminuir o custo total de produção devem necessariamente otimizar seu sistema logístico. Padronização de processos e indicadores de desempenho facilitam nesta otimização do sistema. Enfocando-se nos resultados financeiros, sendo transparente, aberto a críticas, próativo, rápido nas mudanças necessárias e benefícios aos seus clientes e clientes do seu cliente, faz com que estes se tornem fiéis, ao terem as expectativas alcançadas.

Autor: Ernesto Augusto Garbe, possui graduação em Engenharia Industrial Madeireira pela Universidade Federal do Paraná (2005) e Universidad Austal de Chile (2004). Doutorando em Tecnologia e Utilização de Produtos Florestais (UFPR). Com experiência em diversas empresas brasileiras e internacionais. Atualmente é diretor da EAGARBE – Planejamento, Engenharia e Gerenciamento, desenvolvendo trabalhos na área de Desenvolvimento de Mercados e Processos Produtivos Madeireiros.

31/05/2010 at 7:00 am Deixe um comentário

PERDAS NO VAREJO

Para termos a dimensão exata dos impactos gerados pelos desperdícios para o  negócio, façamos um exercício de imaginação. Suponhamos que um gestor hipotético resolva fazer os inventários da loja apenas com a equipe interna e sem conhecimento do procedimento adequado.

Ao longo do inventário (que terá exigido um dia de loja fechada e durado aproximadamente 48 horas), as embalagens individuais de pilha AA foram contadas cinco vezes a mais, apesar de não existirem em estoque.

Em contrapartida, as lâminas de barbear, com excesso de itens em estoque, não foram contabilizadas.

Os dois dados, imprecisos, foram atualizados no sistema de gestão de estoque e, com base nas informações “fidedignas” do inventário caseiro, os compradores iniciaram a negociação e o processo de compra com os fornecedores, que, em seguida, enviaram os produtos às lojas.

A situação descrita acima, realidade em grande parte do varejo nacional, mostra a ocorrência de pelo menos quatro perdas inter-relacionadas: capital, material, oportunidade e tempo.

A primeira, ao executar o inventário sem o devido preparo e o procedimento adequado, fez com que a loja desperdiçasse tempo, com diversos funcionários envolvidos em uma operação ineficiente. Além disso, a loja fechada foi responsável por perdas de capital e oportunidade.

Após a contagem errada e a (in)devida atualização no sistema, os compradores tomaram decisões erradas, que acarretaram mais dispêndio de tempo, comprando um lote de produtos existentes na loja e não comprando itens fora de estoque, por achar que estes já estavam na loja, gerando mais uma perda de capital.

Ao receber e armazenar estes produtos, a loja acabou gastando mais capital. Mal informada sobre o excesso de estoque de pilhas AA, a área de marketing lança um encarte para promover o produto. Atraído pela promoção, um determinado consumidor vai à loja e se depara com a falta do produto procurado – a chamada ruptura – gerando mais uma perda: a de oportunidade.

Finalmente, um colaborador mal-intencionado, sabedor da falta de controle por parte da matriz – e acredite, isso acontece – furtou algumas cartelas de lâminas de barbear, gerando desperdício de material.

Menos fictícia do que parece, a situação descrita acima confirma um movimento regressivo no sentido de prever e prevenir o desperdício no varejo, comprovado pelo levantamento FIA/USP, que mostra aumento de cerca de 8% no índice de perdas entre 2005 e 2006.

Obviamente, falar em desperdício zero é algo utópico. Contudo, o índice de perdas pode ser drasticamente reduzido, se houver a adoção de serviços especializados, realizados de forma profissional. Como exemplo, posso citar quatro operações importantes: 1 – inventário: se realizado de forma metodológica e por profissionais capacitados e idôneos, permite a mensuração confiável da diferença exata entre estoque físico e a informação contábil de estoques, essencial para garantir uma operação sem sobressaltos; 2 – checagem de mercadorias (IRM) no envio pelo CD e na recepção nas lojas: apresenta uma fotografia do seu processo logístico e eventuais perdas na cadeia; 3 – contratação de auditorias operacionais permanentes: dá a medida exata dos gaps entre o processo teórico e o prático; 4 – uso de serviços como o Cliente Oculto: contribuem com a identificação e a prevenção de possíveis perdas de oportunidade.

Autor: Claudio Landsberg

26/05/2010 at 7:00 am 1 comentário

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